Leo Correa/AP Photo
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Janaina alega questões familiares e descarta candidatura a vice de Bolsonaro

Advogada diz que tentou 'todas as composições possíveis' para participar das eleições 2018 e defendeu o candidato do PSL

Matheus Lara, O Estado de S.Paulo

04 de agosto de 2018 | 11h52

A advogada Janaina Paschoal afirmou neste sábado, 4, que não será candidata a vice-presidente do Brasil na chapa com Jair Bolsonaro (PSL) nas eleições 2018. Ela diz ter tomado a decisão por questões familiares.

"Cheguei à conclusão de que, neste momento, não tenho como concorrer à vice-Presidência", escreveu a advogada em suas redes sociais. "Por questões familiares, por ora, eu não posso me mudar para Brasília. A minha família não me acompanharia."

Janaina diz que tentou "todas as composições possíveis" para participar das eleições, e sai em defesa do candidato do PSL. Ela diz ter sido tratada "de igual para igual" e que, nas negociações, Bolsonaro teria cedido a diversos pontos de divergência entre os dois.

"Eu tentei todas as composições possíveis. Peço desculpas ao Brasil e prometo, esteja onde estiver, com ou sem cargo, continuar lutando por um país livre", escreveu. "Sou testemunha de que Bolsonaro não é machista. Ele me tratou de igual para igual, desde o primeiro momento. Sou testemunha de que ele não é autoritário, cedeu em muitos pontos. Todos puderam constatar a sua tolerância com os meus posicionamentos."

Bolsonaro afirmou na noite de sexta, 3, em entrevista à Globo News, que sua escolha de vice estava entre Janaina e o príncipe Luiz Philippe de Orléans e Bragança, da família real brasileira. Ele prometeu tomar a decisão até domingo, 5.

 

Autora do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), Janaina chegou a discursar na convenção do PSL, dia 22. Alguns aliados do deputado não gostaram do tom de Janaina, que chegou a dizer que "as pessoas não precisavam seguir ele (Bolsonaro)".

“Não se ganha a eleição com pensamento único. E não se governa uma nação com pensamento único”, disse Janaína no evento. “A minha fidelidade não é ao deputado Jair Bolsonaro. A minha fidelidade é ao meu País.”

Também foram cotados para sair como vice de Bolsonaro o senador Magno Malta (PR) e o General Heleno (PRP). Porém, o PR fechou com o centrão e frustrou os planos do deputado. O PRP rejeitou fazer aliança com o PSL nas eleições 2018.

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