Ivan Valente classifica pedágio urbano de elitista

Ainda nas críticas, Valente chamou política do atual prefeito e candidato Gilberto Kassab (DEM) de ioiô

Giuliana Vallone, do estadao.com.br e Anne Warth e,

08 de setembro de 2008 | 13h27

O candidato do PSOLem São Paulo,Ivan Valente,  disse nesta segunda-feira, 8, que não acredita no pedágio urbano como solução para o trânsito na cidade. "É uma saída que não vai resolver o problema e vai garantir que quem pode pagar, pagará. Não vai funcionar e é elitizante", criticou o candidato.O vídeo da sabatina pode ser visto na TV Estadão (clique aqui).  Veja também:Especial: Perfil de Ivan Valente Ivan Valente quer eleições diretas para subprefeitos de SPValente defende revisão do endividamento do município de SPValente promete fim de lixões em 10 anos e coleta seletivaBlog: principais declarações de Alckmin, Marta, Kassab, Maluf, Soninha e Valente  Veja fotos da sabatina com Ivan Valente  Veja gráfico com a última pesquisa Ibope/Estado/TV Globo Vereador digital: Conheça os candidatos à Câmara de SP As regras para as eleições municipais  Tire suas dúvidas sobre as eleições de outubroO candidato disse ainda que não vai ampliar o rodízio e alfinetou a adversária do PPS, Soninha Francine, que além de defender o pedágio urbanos é favorável ao uso de meios alternativos de transporte, como a bicicleta: "Nem a bicicleta vai resolver os problemas (de São Paulo) porque faltam ciclovias."  Ainda nas críticas às propostas para desafogar o trânsito na Capital, Valente chamou a política do atual prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM) de ioiô. "Põe caminhão, tira caminhão", ironizou, em sabatina ao Grupo Estado. Ao falar da área de segurança pública, o candidato do PSOL disse hoje que a sensação de insegurança da população é muito grande, mas que esse problema não será resolvido com o aumento do efetivo da Guarda Civil Metropolitana (GCM) ou com a permissão de que os guardas possam andar armados. "O nosso problema é fundamentalmente de geração de pobreza. Nosso modelo gera exclusão, e isso gera violência", disse, durante a sabatina. "Não basta aumentar a repressão, é preciso atacar as causas da violência", acrescentou. Segundo ele, os guardas civis metropolitanos não precisam de armamento pesado, mas sim de formação comunitária. "Não adianta dar mais armas ou metralhadora para perseguir camelô e fazer ronda em escola", afirmou. Valente disse ter recebido denúncias de que a GCM tem molhado locais utilizados no centro da capital paulista para evitar que moradores de rua se deitem e durmam na rua. "A GCM está ali para auxiliar, para ver se quer ir para albergue ou não, para chamar assistência social", disse. Na avaliação dele, em situações de perigo, a GCM deve chamar a Polícia Militar. Valente disse que o crescimento econômico do Brasil desde a década de 1980 foi muito pequeno e que isso é uma das causas da violência."O maior reflexo de que não resolvemos nada no Brasil, apesar do aumento da distribuição de renda e da redução do desemprego, é olhar as grandes metrópoles do Brasil, Rio e São Paulo, e ver a questão da segurança. As pessoas estão se trancando em casa", explicou. Valente não respondeu quem apoiaria caso não vá para o segundo turno das eleições. Ao falar sobre os motivos pelos quais ainda há uma parcela da população que vota no ex-prefeito e candidato Paulo Maluf (PP), respondeu que a preferência por Maluf tem caído, mas que ainda há parte dos eleitores que adota um candidato como um time de futebol. "O Maluf já teve 34% dos votos, já foi apoiado pelo poder econômico e foi candidato à presidente apoiado pela ditadura. Ele sempre vai deixar uma fatia, que vai caindo e vai ficar mais residual", declarou.

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