Irregularidades não impediram que ONG recebesse verbas

A Controladoria-Geral da União (CGU) diz que o Ministério do Trabalho continuou repassando dinheiro à ADRVale, ligada ao PDT, mesmo após a constatação de irregularidades em convênios.

O Estado de S.Paulo

19 de setembro de 2013 | 02h02

Relatório do órgão mostra que, na parceria de R$ 6,9 milhões firmada em 2007, houve contratação de empresas de "grupo familiar", licitações e contratações conduzidas indevidamente, realização de despesas "ilegítimas", pagamento de serviços não realizados e descumprimento do objeto pactuado no contrato, o que gerou prejuízo de R$ 682 mil. A CGU diz ainda que, a despeito do prejuízo e de 47 irregularidades não esclarecidas, a Secretaria de Políticas Públicas de Emprego celebrou outros cinco convênios com a ADRVale, que recebeu R$ 4,4 milhões por eles, conforme o Portal da Transparência. Em outro documento do ano passado, a controladoria informou que a entidade não havia apresentado prestações de contas de duas delas.

A ADRVale diz que os convênios foram executados conforme as normas do Programa ProJovem e que os questionamentos estão sendo esclarecidos.

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