Ipem diz que processo não fere princípios legais

O superintendente do Ipem, Alexandre Modonezi, negou direcionamento da licitação e disse que o processo atende a todos os princípios legais. Segundo ele, as especificações técnicas exigidas pela autarquia quanto à mesa de gabinete podem ser atendidas por diversas empresas. "Não estamos comprando linha Z, mas a descrição do item, que várias empresas fazem. Me espanta dizer que de uma determinada empresa", declarou Modonezi, que afirmou que outros fornecedores têm a linha Z no catálogo - a reportagem não encontrou nenhum.

O Estado de S.Paulo

05 de agosto de 2013 | 02h05

Segundo o superintendente, a medida se encaixa no plano do governo de melhoria do gasto público. "O Ipem tem know-how para ajudar a comprar melhor. A vantagem é que os outros órgãos comprarão material de melhor qualidade e, portanto, mais duráveis."

Ele afirmou que a autarquia usou o registro de preços porque há unidades do Ipem em reforma, e que essa modalidade de licitação permite que não se faça uma compra imediata com entrega parcelada. "Se minha obra atrasa, não tem onde guardar os móveis, gera problema."

A Marelli Móveis afirmou, em nota, que "não ficou caracterizado direcionamento da licitação" e que "todas as empresas de móveis são capazes de fornecer o objeto da licitação".

A empresa disse que "quanto à presença da nomenclatura 'linha z' podemos entender isso como uma coincidência, visto que os órgãos, quando pretendem adquirir móveis, solicitam orçamento a todos os fabricantes cadastrados".

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