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Investigado, prefeito de Montes Claros (MG) tenta reeleição sem saber se poderá assumir cargo

Ruy Muniz (PSB) chegou a ficar preso entre abril e julho; em outubro, voltou à campanha após ter habeas corpus concedido

Leonardo Augusto Especial para O Estado de São Paulo, O Estado de S.Paulo

30 de outubro de 2016 | 16h45

Belo Horizonte - O prefeito de Montes Claros (Norte de Minas), Ruy Muniz (PSB), disputa sub-júdice o segundo turno da eleição no município contra Humberto Souto (PPS). Muniz teve a chapa impugnada após seu vice Danilo Fernando Macedo Narciso (PMDB) desistir de concorrer devido aos problemas do prefeito com a justiça. Ele recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e aguarda decisão.

 

Muniz foi preso pela Polícia Federal em 18 de abril, acusado de prejudicar hospitais públicos de Montes Claros para beneficiar instituições privadas de sua família no setor da saúde. Um dia antes, sua mulher, a deputada federal Raquel Muniz (PSD), afirmou durante votação do impeachment da então presidente Dilma Rousseff que o prefeito fazia uma gestão exemplar na cidade.

 

O prefeito ficou preso até 27 de julho. Em 15 de setembro, teve sua prisão decretada novamente no âmbito da Operação Tolerância Zero, da Polícia Federal, que apurava irregularidades na compra de combustível pelo município, mas fugiu. Ele reapareceu quatro dias depois, quando conseguiu salvo-conduto da justiça eleitoral para fazer a campanha em primeiro turno.

Na etapa inicial de votação da eleições, Muniz teve 25,93% dos votos, contra 40,66% de Humberto Souto.

Ao votar, veste domingo, 30, Muniz criticou o tom da campanha na cidade. "As pesquisas mostram equilíbrio entre os dois candidatos. Houve muita perseguição, muita armação, muita mentira nessa campanha. Vamos ver como o povo se comporta nas urnas".

Em 7 de outubro, três dias depois de expirar o salvo-conduto concedido pela justiça eleitoral em Montes Claros, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello concedeu habeas corpus ao prefeito, alegando que Muniz não representava risco para a ordem pública. A decisão possibilitou ao candidato fazer a campanha de segundo turno.

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