Internautas discordam que estado civil influencie voto

Propaganda de Marta que questiona vida privada de Kassab levanta discussão e gera protesto entre eleitores

da Redação,

14 de outubro de 2008 | 12h26

Maioria dos internautas discorda que o estado civil do candidato influencie na hora de votar. Para 3.409 leitores do estadão.com.br que participaram da enquete, tal informação não faz qualquer diferença, o que corresponde a 90% do total (3.784). Apenas 375 (10%), levam em conta se o candidato é solteiro, casado, viúvo, separado ou divorciado para fazer sua escolha nas eleições.  Veja também:Lula reprova comportamento de Marta em ataques a KassabEnquete: estado civil do candidato interfere no voto? Blog: Leia os principais momentos do debate na Bandeirantes  Especial: Perfil dos candidatos em São Paulo 'Eu prometo' traz as promessas de Marta e Kassab Geografia do voto: Desempenho dos partidos nas cidades brasileiras Confira o resultado eleitoral nas capitais do País As principais promessas dos candidatos  O tema vem sendo discutido desde que o comando da campanha de  Marta Suplicy (PT) optou por divulgar um comercial de TV que trata da vida privada do prefeito Gilberto Kassab (DEM), candidato à reeleição em São Paulo. Diante dos protestos de eleitores que viram preconceito na propaganda de Marta, perguntando se Kassab é casado e tem filhos, a equipe petista avaliou na última segunda que era melhor recuar para evitar mais desgaste.  A propaganda dividiu o partido, provocou protestos de eleitores e mais um problema para a campanha petista, que já vive situação difícil. Em conversas reservadas, dirigentes do PT definiram a nova estratégia como "um tiro no pé". Nas pesquisas de intenção de voto, Kassab está a frente de Marta por uma diferença de 17 pontos.  O primeiro sinal de que o comercial causou fissuras no PT partiu do Comitê Pró-Marta Prefeita formado por gays, lésbicas, bissexuais e travestis. Em nota distribuída ontem pela manhã, o comitê classificou a propaganda de preconceituosa e moralista. Também pediu "com veemência" que o comercial não seja mais exibido. Reavaliação As reações negativas estão levando o PT a reavaliar o tom da campanha daqui para a frente. Em reunião realizada ontem, integrantes dos partidos que apóiam a coligação de Marta reafirmaram que é preciso demarcar trajetórias e biografias. O difícil será definir a dose de agressividade. A idéia é nacionalizar a disputa, pegar carona na popularidade do presidente Lula e exibir as "forças políticas" que apóiam os dois candidatos. "O tom vai ser duro e a linha de confronto vai continuar", garantiu o vereador eleito Jamil Murad (PC do B), que participou da reunião. A estratégia, porém, prevê a substituição dos ataques pessoais pela ênfase no duelo político. "Vamos mostrar que do lado de Marta estão as forças políticas que puseram o Brasil na rota do desenvolvimento e, de outro, as que atolaram o País", disse Murad.  (Com Guilherme Meirelles, Gabriel Manzano Filho, Vera Rosa e Roldão Arruda, de O Estado de S. Paulo)

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