Integrantes da CPI do Cachoeira divergem sobre prorrogação

Trabalhos da comissão terminam, oficialmente, no domingo; integrantes da oposição querem prorrogá-la por 180 dias

RICARDO BRITO, O Estado de S.Paulo

31 de outubro de 2012 | 02h08

A reunião da CPI do Cachoeira marcada para decidir se os trabalhos seriam prorrogados terminou sem acordo. A oposição quer prorrogar os trabalhos por pelo menos 180 dias, para continuar as investigações e, especialmente, rastrear a movimentação financeira de empresas ligadas ao esquema montado pelo contraventor Carlinhos Cachoeira.

Os aliados, por sua vez, querem no máximo prorrogar os trabalhos para que seja votado o relatório final das investigações. Oficialmente, a CPI encerra as suas atividades no próximo domingo, dia 4 de novembro. Diante do impasse, uma nova reunião ficou marcada para hoje.

Os integrantes da oposição consideram que 180 dias é o prazo hábil para fazer as apurações do esquema montado pela empreiteira Delta com Cachoeira. Na base aliada, no entanto, há algumas propostas. A principal sugestão é postergar o fim dos trabalhos apenas para dar tempo para que o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), apresente e vote o seu relatório final.

"O prazo é apenas uma desculpa. Se não houver a quebra de sigilo das empresas ligadas ao esquema de Cachoeira, a prorrogação será uma farsa", disse o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP). Se sair derrotada, a oposição deve apresentar ao Ministério Público Federal um relatório paralelo com suas conclusões sobre as investigações feitas durante a CPI.

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