Infográfico: Entenda as denúncias envolvendo a Petrobrás

Em depoimento, ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa e doleiro Alberto Youssef detalham suposto esquema de desvios na empresa e a partilha entre três partidos da base aliada do governo

O Estado de S. Paulo

10 de outubro de 2014 | 11h21

A Operação Lava Jato, da Polícia Federal, foi deflagrada em 17 de março, com foco em um esquema de lavagem de dinheiro suspeito de movimentar cerca de R$ 10 bilhões.

O esquema

O esquema de lavagem de dinheiro envolvia, segundo a Polícia Federal, o mercado clandestino de câmbio com origem em tráfico de drogas, contrabando, corrupção e desvio de recursos públicos.

Prisões

Em março, no início da operação, a Polícia Federal prendeu 12 pessoas, entre elas o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, alvos principais da investigação. Ambos são réus na Lava Jato.

Protagonistas

- Alberto Youssef: Segundo a PF, o doleiro se valeu de conexões empresariais e políticas para sustentar seu esquema de lavagem. Youssef atuou no contrato de obras da refinaria de Abreu e Lima (foto), em Pernambuco, e tentou emplacar o Labogen - uma de suas empresas de fachada, em contratos na Petrobrás. Fez acordo de delação premiada e está prestando depoimentos.

- Paulo Roberto Costa: O ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobrás atuava, segundo a PF, como facilitador dos negócios de Alberto Youssef na estatal, tanto no período em que exercia o cargo na empresa, entre 2004 e 2012, quanto depois, como consultor do setor petroquímico. Também fez acordo de delação premiada e está em prisão domiciliar.

Obra sob suspeita

O principal processo da Operação Lava Jato aponta corrupção e lavagem de dinheiro desviado da Petrobrás nas obras da refinaria de Abreu e Lima, localizada em Pernambuco. O polêmico empreendimento é investigado sob suspeita de superfaturamento nas obras.

No mês passado o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou reajustes irregulares em quatro contratos assinados pela Petrobrás com empreiteiras para a construção da refinaria em Pernambuco que geraram, segundo o tribunal, superfaturamento de R$ 367 milhões.


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