Incerteza ainda atinge metade dos eleitores

A presença ou não de Marina Silva na corrida sucessória de 2014 afeta mais as especulações sobre a eleição do que o processo eleitoral em si. Para grande parte dos brasileiros, a sucessão presidencial só será uma questão a tomar-lhes o tempo quando a campanha chegar à TV, daqui a dez meses. Até lá, é um problema imposto apenas àqueles que são abordados pelos pesquisadores.

ANÁLISE: José Roberto de Toledo, O Estado de S.Paulo

04 de outubro de 2013 | 02h15

A um ano da eleição para presidente da República, cerca de metade dos brasileiros não tem certeza de em qual candidato votaria. Confrontados pelo Ibope com os nomes dos principais presidenciáveis, 47% dos eleitores não puderam declarar ao certo se votariam em algum deles. A saber: Dilma Rousseff, Aécio Neves, Marina Silva, Eduardo Campos e José Serra.

Outros 7% disseram que votariam "com certeza" em mais de um desses nomes - o que é um outro sinal de quão certa é sua intenção de voto. Sobram assim apenas 46% de eleitores que declaram estar fechado com apenas um candidato. Mas a taxa é ainda menor.

Descontem-se os 3% que votariam com certeza apenas em Serra (que, ao ficar no PSDB, abre mão de disputar a Presidência - salvo se Aécio não puder concorrer) e restam 43% de eleitores certos de que votariam em apenas um dos presidenciáveis.

Deles, 29% declaram certeza de votar só em Dilma, 7% em Marina, 5% em Aécio e 1% em Eduardo. Qual a garantia de que é isso que vai de fato acontecer, daqui a um ano? Nenhuma.

Em 2009, também a um ano da eleição presidencial que elegeria Dilma, era Serra quem mais tinha eleitores certos: 15%. Apenas 10% tinham certeza de votar na petista. Outros 10% estavam certos de que votariam em Ciro Gomes, que nem foi candidato.

Com ou sem Marina no páreo, muitas certezas vão se diluir e se transformar até a hora de o eleitor digitar o número de seu candidato na urna.

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