José Patrício/Estadão
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Importam o emprego e a renda, diz senador petista sobre revisão de nota de crédito

Líder do PT no Senado, Humberto Costa, diz que classificação de risco é menos importante que índices como distribuição de renda e desemprego

Ricardo Della Coletta , Agência Estado

09 de setembro de 2014 | 15h27


Brasília - O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), minimizou nesta terça-feira, 9, a revisão, pela agência de classificação de risco Moody's, da perspectiva do rating Baa2 do Brasil de estável para negativa. Apesar de a Moody's citar entre as razões da alteração o baixo crescimento e o atual quadro fiscal, o senador disse ao Broadcast Político que os indicadores que "importam" para a população continuam positivos. "O que importa para a população - o salário, a distribuição de renda e o baixo desemprego - continua funcionando. E funcionando bem", destacou.

Para justificar a decisão, a agência citou a redução sustentada do crescimento econômico brasileiro, a deterioração do sentimento do investidor e os desafios fiscais. Sobre o fraco desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) apontado pela Moody's, o petista argumentou que o País não está imune aos efeitos da crise internacional. "A população sabe que não vamos poder continuar sendo uma ilha em relação ao restante do mundo", disse.

O senador não vê qualquer efeito da ação da Moody's no processo eleitoral e alegou que, para a população, os dados econômicos apresentados pela agência têm uma importância menor do que o emprego e a renda.

Sinalização. Nesta terça, a agência de classificação de risco Moody's revisou a perspectiva do rating Baa2 do Brasil de "estável" para "negativa". De acordo com a agência, a mudança se aplica a todas as classes de ratings (nota que avalia o risco de investir nos títulos da dívida) do governo brasileiro. Isso significa que, em uma próxima análise, a classificação do Brasil pode ser rebaixada.

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