Imigrantes são mão de obra no Paraná

Foram quatro dias de expectativa, reuniões com autoridades e entrevistas com haitianos candidatos a emprego na empresa Frango Canção, de Indianópolis, cidade de 7 mil habitantes na região de Maringá, no Paraná. Mas o executivo Osni Manteli conseguiu. Encheu um ônibus com 47 passageiros, haitianos que deixaram Brasileia às 4 horas de sexta-feira rumo ao Sul para mudar de vida numa granja de frangos. No começo da noite de quinta-feira, depois de conversar até com o secretário de Direitos Humanos do Acre, Nilson Mourão, o executivo fechou sua lista de contratações com 47 nomes.

O Estado de S.Paulo

14 Abril 2013 | 02h11

"Estou levando até três pessoas a mais do que eu esperava contratar aqui hoje", comemorava ele. Depois do quarto dia de espera por liberação de documentos dos haitianos ele finalmente se preparava para percorrer os cerca de 230 quilômetros que separam a cidade da divisa com a capital Rio Branco.

Durante todo o dia de sexta-feira ele e o pessoal recrutado passariam por mais uma etapa da burocracia exigida para os migrantes: uma carteira de trabalho especial, concedida pelo Ministério do Trabalho. Depois, a estrada rumo à vida nova. A empresa tem 6 mil trabalhadores e atualmente está em expansão, com 200 vagas a preencher.

Manteli explicou que essa é a segunda vez que ele contrata haitianos. O primeiro grupo, com dez trabalhadores, foi para o Paraná em novembro. "Dos dez que contratamos, perdemos somente um, que desistiu", contava ele ao secretário Nilson Mourão, em rápida reunião à tarde. "Se formos comparar, os trabalhadores brasileiros que nos deixam são 50%", disse ele.

Para Nilson Mourão, a iniciativa de Manteli é um alento. "Precisamos de gente como o senhor. O senhor está dando uma contribuição muito importante nesse momento de emergência para nós", afirmou o secretário no escritório improvisado montado na casa que fica diante do abrigo dos haitianos.

Com um sorriso no rosto e disposto a correr atrás da oportunidade de trabalho oferecida pela granja de frangos, Jonathan Philisten ouviu de Osni Manteli que o grupo seria hospedado em três casas alugadas pela empresa para os trabalhadores. "A renda deles está em torno de R$ 1,2 mil por mês e nós vamos garantir as despesas deles por três meses", explicava o executivo. "Depois deste prazo eles vão pagar o aluguel e serão responsáveis por suas despesas", completou. / P.P.

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