Imagem presidencial melhora, mas devagar

A recuperação da popularidade de Dilma Rousseff não é tão rápida quanto os governistas gostariam que fosse. A pesquisa CNT/MDA mostra que a avaliação positiva da presidente se estabilizou, comparada à do Ibope de duas semanas atrás. Em ambas ela aparece com 38% de ótimo e bom.

ANÁLISE: José Roberto de Toledo, O Estado de S.Paulo

11 de setembro de 2013 | 02h08

Em relação ao primeiro levantamento que mostrou recuperação - a do Datafolha de um mês atrás - a desaceleração também é evidente. Lá, ela já aparecia com 36% de avaliações positivas. A diferença entre as três pesquisas está na margem de erro. Ou seja, Dilma não cresce há um mês.

Outros indicadores apontam na mesma direção. O otimismo do brasileiro - medido por perguntas sobre o que ele acha que vai acontecer com a sua renda e o emprego, por exemplo - melhorou, mas pouco. A atitude da opinião pública poderia ser descrita como de cautela: o mundo não acabou, como os protestos de junho poderiam sugerir, mas a situação não é nenhuma maravilha.

Dilma perdeu 15 pontos de popularidade entre o começo e o fim de junho. Desde então recuperou 8 pontos, ou cerca de metade do que havia perdido. Mas essa recuperação aconteceu logo depois que os protestos em massa se esvaziaram. Desde então, a presidente somou pouco ou quase nada à sua aprovação. A previsão de seu marqueteiro, João Santana, de que ela voltaria ao patamar confortável onde estava, deve demorar mais do que os quatro meses que ele projetou - se é que vai se concretizar. A maioria acha que a economia do País parou de crescer (55%) ou andou de ré (10%).

Se não conseguir vencer a batalha das perspectivas econômicas, dificilmente Dilma voltará à popularidade que tinha até o começo do ano. O que ela recuperou é suficiente para levá-la ao segundo turno em 2014, mas não garante a reeleição.

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