Ideli evita imprensa; PT sai em defesa da ministra

Em evento na capital, ex-ministra da Pesca e hoje titular da pasta de Relações Institucionais não quis dar entrevista

DAIENE CARDOSO/AGÊNCIA ESTADO, O Estado de S.Paulo

31 de março de 2012 | 03h04

Na berlinda por causa das licitações suspeitas das lanchas-patrulha, a ministra de Relações Institucionais da Presidência, Ideli Salvatti - que foi titular do Ministério da Pesca -, evitou a imprensa ontem ao participar do seminário Governança Metropolitana - Desafios, Tendências e Perspectivas, promovido na capital paulista pelo Instituto Lula e pela Fundação Perseu Abramo.

Nada de anormal. Coube a dirigentes petistas defenderem a ministra. "Ideli não tem a ver com os acontecimentos", afirmou o presidente nacional do PT, deputado estadual Rui Falcão (SP). "Ela não era ministra. Ela teve sua campanha em grande parte bancada pelo diretório (catarinense), o que é normal", disse ele. O PT de Santa Catarina recebeu uma doação da empresa que produziu lanchas-patrulha para o Ministério da Pesca.

Como o Estado revelou na edição de ontem, após ser contratada para construir lanchas-patrulha de mais de R$ 1 milhão cada para o Ministério da Pesca, a empresa Intech Boating foi procurada para doar R$ 150 mil ao comitê financeiro do PT de Santa Catarina.

O comitê financeiro do PT catarinense, de acordo com a reportagem, bancou 81% dos custos da campanha a governador em 2010 e a candidata do partido era Ideli, atual coordenadora política do governo e ex-ministra da Pesca.

Contradições. Para Falcão, Ideli não pode ser culpada pela doação feita pela Intech Boating. Na avaliação de Falcão, há contradições na entrevista do dono da Intech, José Antônio Galízio Neto, que "ora fala que foi procurado pelo ministério e ora fala que foi procurado por um candidato", descreve. "É preciso entender o que se passou, mas certamente a ministra não tem a ver nem com a doação nem com o destino da doação."

Ideli não falou com a imprensa na chegada e saiu evitando os jornalistas. De acordo com Falcão, a ministra não pôde atender aos pedidos de entrevista porque tinha um compromisso.

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