Ibope: na reta final, Aécio ultrapassa Marina, mas ainda há empate técnico

Candidato do PSDB sobe cinco pontos, passa de 22% para 27% dos votos válidos e ex-ministra cai de 28% para 24%; Dilma tem 46%

Daniel Bramatti e José Roberto de Toledo, O Estado de S. Paulo

04 de outubro de 2014 | 16h12

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, cresceu na reta final e alcançou a rival Marina Silva (PSB) na disputa por uma vaga no segundo turno contra a presidente Dilma Rousseff (PT), revela a última pesquisa Ibope/Estado/TV Globo feita antes das eleições. Com 27% dos votos válidos, cinco a mais que no levantamento anterior, o tucano está numericamente à frente da candidata do PSB, que caiu de 28% para 24%. Dilma chega à véspera da votação com 46% dos votos válidos. Ela oscilou um ponto para baixo em relação ao levantamento anterior.

Persiste a situação de empate técnico entre Aécio e Marina, já que a margem de erro da pesquisa é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. Apesar disso, é possível afirmar que o tucano deve obter mais votos hoje.

As simulações de segundo turno feitas pelo Ibope mostram que a presidente venceria o adversário do PSDB por 45% a 37% dos votos totais. Contra Marina, o placar seria o mesmo.

Arrancada. Três fatores contribuem para o favoritismo de Aécio em relação a Marina. O primeiro é a inércia. Os movimentos da reta final de campanha são os mais importantes, porque acomodam eleitores indecisos ou que estão mudando de voto. Toda a movimentação dos últimos dias foi favorável ao tucano e desfavorável à candidata do PSB. Ele está em ascensão, e ela, em uma curva de queda continuada há um mês.

O segundo fator é a aceleração: Aécio cresceu cinco pontos em apenas dois dias, enquanto Marina caiu quatro pontos no mesmo período. Esse movimento mais rápido na última hora é similar ao que aconteceu com Fernando Haddad (PT) e Celso Russomanno (PRB) na reta final do primeiro turno da eleição paulistana de 2012. Deu Haddad.

Por fim, existe vantagem probabilística: a diferença de três pontos, embora configure empate técnico (Aécio poderia ter no mínimo 25%, e Marina, no máximo 26%), confere favoritismo ao tucano. Considerada a margem de erro, há mais combinações de resultado que o favorecem do que a ela. Das 25 possíveis, 22 o deixariam em segundo lugar, duas os deixariam empatados e só uma (26% a 25% para ela) levaria Marina ao segundo turno.

O universo dos votos válidos, utilizado pelo Tribunal Superior Eleitoral para divulgar seus resultados oficiais, exclui os brancos e nulos. Levando-se em conta os votos totais, Dilma tem 40%, Aécio, 24%, e Marina, 21%.

Evolução. Aécio estava em terceiro lugar desde a morte de Eduardo Campos, candidato do PSB até a metade de agosto. Nos últimos dois dias, sua arrancada ocorreu em diversos segmentos do eleitorado. Na Região Nordeste, ele subiu de 8% dos válidos para 14%. No Sudeste, a alta foi de seis pontos (28% para 34%). No Norte/Centro-Oeste, houve avanço de 19% para 25%. No Sul, o candidato apenas oscilou de 32% para 34%.

Já Marina caiu em todas as regiões do País: 4 pontos no Sul, 6 no Sudeste, 3 no Nordeste e 5 no Norte/Centro-Oeste.

Dilma colherá hoje seus melhores resultados no Nordeste (60%). A região em que terá desempenho mais fraco será a Sudeste (37%), onde há situação de empate técnico com o candidato do PSDB (34%).

No eleitorado católico, a petista deve ter maioria absoluta dos votos (51%). Entre os evangélicos, porém, a taxa cai para 36%. Nesse segmento, há empate técnico com Marina (37%).

A pesquisa foi realizada entre os dias 2 e 4 de outubro. Foram entrevistados 3010 eleitores. O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-01021/2014.

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