Hospital afirma que vai processar governo

A diretoria da Casa de Saúde Pinheiro Machado, em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo do Estado do Rio, na zona sul, estuda processar o governo do Estado devido à ação da Polícia Militar durante a manifestação promovida anteontem à noite na região. Durante confrontos que começaram quando manifestantes lançaram rojões contra os policiais, cerca de 40 agentes da Tropa de Choque invadiram a clínica para buscar ativistas que se refugiavam no local. Segundo diretores médicos, os policiais lançaram bombas de gás no corredor da emergência do hospital.

Marcelo Gomes, Roberta Pennafort e Fábio Grellet / Rio, O Estado de S.Paulo

13 de julho de 2013 | 02h12

"Faltou bom senso. Jogaram bombas de gás, e dezenas de policiais entraram e retiraram manifestantes que estavam no banheiro", disse o diretor médico, Zoel Lima Salim. Havia 60 pessoas internadas, entre elas Pedro Lins, de 27 anos. Atingido na cabeça por bala de borracha, ele sofreu traumatismo craniano. Outros 10 ativistas foram atendidos com escoriações. Ao longo desses protestos, 49 pessoas foram detidas.

Policiais também impediram que uma ambulância que levava uma mulher com problemas cardíacos chegasse à clínica, segundo denunciou o marido dela, Severino Ramos da Silva. "Os policiais foram muito agressivos, não havia necessidade. Ela só foi atendida de madrugada. Vou processar o Estado." A confusão começou às 20 horas. Um grupo que havia se concentrado no Largo do Machado seguiu a pé até o Guanabara, onde pedia a renúncia de Cabral. Policiais usavam megafone para dizer que apoiavam a manifestação pacífica e pedir que vândalos fossem denunciados. Os cerca de 800 manifestantes vaiavam. Quando rojões atingiram os policiais, eles partiram para dispersar a multidão com bombas de gás e tiros de bala de borracha. Enquanto fugiam por ruas próximas, manifestantes destruíram lixeiras, orelhões, bancas de jornal e quebraram o vidro de um carro.

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