Hospitais afirmam não fazer 'concessões' a autoridades

Os ex-presidentes da República Fernando Henrique Cardoso (1995/2002) e Luiz Inácio Lula da Silva (2003/2010) têm planos de saúde particulares para custear suas despesas médico-hospitalares. Lula, segundo sua assessoria, se vale de um convênio com a Sul América Saúde, desde os tempos em que era líder sindical no ABC. O ex-presidente encerrou recentemente um tratamento contra um câncer na laringe no Hospital Sírio-Libanês, que costuma receber nas suas dependências diversos políticos e autoridades públicas.

O Estado de S.Paulo

24 Junho 2012 | 03h06

O hospital informou que Lula e Fernando Henrique, "possuem planos particulares que, por sua vez, cobrem todo o atendimento oferecido pelo Sírio-Libanês". A assessoria de FHC anotou apenas que ele é atendido por um plano de saúde privado, mas não forneceu mais detalhes.

Os hospitais Sírio-Libanês e Albert Einstein, em São Paulo, costumam dividir a preferência de importantes figuras públicas do País. O Sírio afirma não ter um levantamento sobre quantas delas se valeram de seus serviços nos últimos cinco anos. A direção do hospital ressalta que "não há gratuidade" ou seja, não há registro de situações em que a instituição contempla pacientes abrindo mão da cobrança pelos serviços realizados.

"Todos os atendimentos são pagos", acrescenta a direção. "A exceção são os procedimentos realizados por meio dos projetos de filantropia, aprovados e auditados pelo Ministério da Saúde, e que não se enquadram nesses casos em discussão".

Cláudio Lottenberg, do Albert Einstein, afirma que no hospital não há lugar para diferenciação: "Aqui todos são tratados da mesma maneira. É o lema do hospital há 40 anos". Ele garante que os políticos não dispõem de acesso mais rápido e que quem lá se interna "tem a segurança da discrição". / FAUSTO MACEDO E SONIA RACY

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