'Hoje somos cidadãos', diz cacique terena

'Hoje somos cidadãos', diz cacique terena

Comunidade de Campo Grande é a primeira aldeia urbana do Brasil; militante indígena que conheceu Lula não vota mais no PT

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

26 de outubro de 2014 | 10h23

 CAMPO GRANDE - “Hoje é o único dia em que somos considerados cidadãos como os outros”, disse a índia terena Enir da Silva Bezerra, cacique da aldeia Marçal de Souza, em Campo Grande, quando se preparava para votar na manhã deste domingo (26). A comunidade é a primeira aldeia indígena urbana do Brasil e tem 720 indígenas moradores, dos quais cerca de 400 são eleitores.


Militante indígena que conheceu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva num dos primeiros congressos realizados pelo PT em São Paulo, ela não vota mais no partido da presidente Dilma Rousseff. “Eu me decepcionei, pois não foi cumprida a promessa de demarcar as terras indígenas no Mato Grosso do Sul.”

Outro terena, o índio Paulo Vitorino, de 55 anos, reclamou das condições da aldeia enquanto esperava a hora de votar na Escola Municipal Indígena Tumune Kalinovo onde, além do português, é ensinada às crianças o idioma terena. “Falta condução e um posto de saúde”, reclamou. A Marçal de Souza é uma das cinco aldeias indígenas urbanas de Campo Grande, que tem população indígena de cerca de 8,5 mil pessoas. No Estado todo, são perto de 75 mil índios.

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