REUTERS/Ueslei Marcelino
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Henrique Meirelles confirma que vai se filiar ao MDB

Ministro da Fazenda disse no Twitter que só vai decidir se vai disputar eleições na próxima semana

Julia Lindner e Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

27 de março de 2018 | 20h31

BRASÍLIA - Pelo Twitter, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirmou na noite desta terça-feira, 27, que decidiu se filiar ao MDB. Como previsto, ele disse que só vai decidir se deixará o cargo para disputar a eleição na próxima semana. Nos bastidores, contudo, Meirelles já indicou o nome do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Eduardo Guardia, como seu substituto.  

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"É nosso desafio aprofundar as mudanças que tiraram o Brasil da pior crise de nossa história. Na próxima semana tomarei a decisão se irei ou não me candidatar nas eleições de outubro. Enquanto isso, sigo focado no Ministério da Fazenda. Continuarei comprometido a trabalhar pelo Brasil", escreveu na rede de microblog. 

Mais cedo, o MDB se antecipou e, também pelo Twitter, anunciou que o ato de filiação de Meirelles ocorrerá na próxima terça-feira, 3, na sede do partido, em Brasília. Segundo a nota, o presidente da República, Michel Temer, e o presidente da legenda, senador Romero Jucá (MDB-RR), assinarão o documento de filiação de Meirelles. O anúncio pegou Meirelles de supresa.

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Mesmo sem garantia de que será cabeça de chapa nas eleições para o Palácio do Planalto, o ministro da Fazenda decidiu se arriscar e vai deixar o cargo, se filiar ao MDB e tentar se candidatar nas eleições de outubro. A costura do acordo para a sua ida para partido foi confirmada ontem pelo presidente Michel Temer ao Estadão/Broadcast. "Já era a intenção dele. Acertamos nesses últimos dias", afirmou o presidente. 

A ideia é que o ministro fique como "plano B", caso Temer não consiga viabilizar sua candidatura e desista de entrar no páreo. Se o presidente não recuar, o MDB quer que Meirelles seja candidato a vice-presidente na chapa do emedebista.

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A declaração de Temer precipitou a movimentação em torno da sucessão no Ministério da Fazenda. Embora Eduardo Guardia, indicado por Meirelles, enfrente resistências dentro do MDB, a expectativa é que o presidente Michel Temer aceite a sugestão. O presidente foi alertado de que há risco elevado de outros integrantes do chamado "dream team" deixarem a equipe econômica, caso o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, seja indicado para o cargo.

Na manhã desta terça-feira, 27, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que o governo tentará manter a atual equipe da pasta. "Teremos que manter o rumo e, na medida do possível, preservar as pessoas que fazem com que esse rumo seja mantido", disse.

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