Heloísa Helena diz que voto de legenda é imoral

Para ex-senadora, eleição de companheiro do PSOL é injusta com demais candidatos

Ricardo Rodrigues, de O Estado de S.Paulo

07 de outubro de 2008 | 17h55

A ex-senadora Heloisa Helena (PSOL), eleita vereadora mais votada em Maceió, criticou nesta terça-feira, 7,  a legislação eleitoral e disse que o voto de legenda é imoral, por causa do coeficiente eleitoral. Segundo ela, "esse casuísmo" permite que um candidato muito bem votado, ceda a vaga para outro muito menos votado.  "A soma dos votos de legenda é imoral. Eu poderia ter sido a campeã de votos, com 18 mil votos, e não ter sido eleita", justificou Heloísa, em entrevisa ao "Jornal da Pajuçara Manhã", da TV Pajuçara, afiliada a Rede Record. A ex-senadora agradeceu os votos que recebeu e se disse surpresa com a vitória consagradora.  "Eu não esperava essa votação, até porque eu não estava disputando o primeiro lugar", disse a nova vereadora. Ainda sobre a eleição, ela disse que não é justo que um candidato com cinco mil votos não tenha conquistado uma cadeira na Câmara e outro, que tenha pouco mais de 400 votos, tenha sido eleito, por conta do coeficiente do partido. Heloísa Helena se referiu ao candidato Ricardo Barbosa (PSOL), que conquistou "suados" 453 votos. Ele conseguiu se eleger por conta da grande votação dela, 29.516 votos, quase o dobro de votos do segundo colocado, o vereador reeleito, Galba Novaes (PRB/PTB), que conseguiu 15.241 votos.  Para Barbosa, as declarações de Heloísa ainda de deselegantes, são inoportunas. "Ela passou oito anos no Congresso e o que fez para mudar esse casuísmo eleitoral?", questionou Barbosa, que é advogado, militou no movimento estudantil e sindical; é presidente do PSOL em Maceió e disputou o governo do Estado pelo partido, nas eleições de 2006.

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