Hélio Costa fala em vitória 'política e moral' em BH

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, voltou a atacar hoje a aliança entre o governador Aécio Neves (PSDB) e o prefeito Fernando Pimentel (PT) em torno do candidato Márcio Lacerda (PSB) na eleição para a Prefeitura de Belo Horizonte. Segundo ele, o PMDB já conquistou a "vitória política" e "moral" e sai fortalecido para a disputa pelo Palácio da Liberdade em 2010. Costa - que tenta se cacifar como candidato à sucessão de Aécio, cortejando inclusive um possível apoio do próprio governador -, voltou a afirmar que a ocorrência do segundo turno representou uma "expressão de rebeldia de Belo Horizonte". O ministro acompanhou o candidato do PMDB, Leonardo Quintão, que votou no fim da manhã no bairro Serra, região centro-sul da capital. "O eleitor mostrou claramente que ele não pode ser conduzido, que ele não aceita mais o caciquismo político, que está aposentado há muitos anos na política de Minas Gerais", disse Costa. "Estou muito feliz com o resultado, porque na verdade a vitória é a vitória política, a vitória moral, a vitória dos princípios, a vitória de posições firmes. Essa é a vitória do PMDB e do Leonardo Quintão". Além da eleição na capital mineira, Costa fez questão de ressaltar que considera o PMDB, cujos candidatos alcançaram 18 milhões de votos, "o grande vitorioso" das eleições deste ano no País. Mas para o ministro, o fortalecimento legenda ocorre principalmente em Minas Gerais, onde "o partido sai muito fortalecido para as eleições de 2010". "Aqui, sobretudo, que era um grande reduto de formação de caciquismo, nós mostramos que o eleitor de Belo Horizonte vota independentemente, não aceita mais imposições, muito menos candidato goela abaixo". O ministro considerou que o segundo turno revelou uma correlação de forças desigual. "Você tem duas poderosas organizações, que é o governo do Estado, mais a prefeitura municipal, contra um candidato que tem apenas e exclusivamente apoio popular através de partidos que se identificaram com a sua posição", disse citando o PC do B e segmentos do PT que não aceitaram a aliança. Aécio Apesar das críticas à costura política, o ministro tomou o cuidado de elogiar Aécio, sempre tratado como aliado durante a eleição pelo candidato do PMDB. "Ele, na verdade, se mostra um grande estrategista político, porque não perde nunca, em qualquer circunstância. Se o Leonardo ganhasse, ele ganharia, se o Márcio ganhasse, ele ganharia. Evidentemente, é mais uma demonstração da sua competência política".O ministro também amenizou o discurso em relação a Lacerda, que aparece na frente das últimas pesquisas. Segundo o Ibope, o candidato do PSB aparece com 45% das intenções de voto, mas em situação de empate técnico com Quintão (42%). "Qualquer que seja o resultado dessa eleição, eu tenho certeza que Belo Horizonte estará em boas mãos", concluiu Costa.

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