Haddad vai para o segundo turno, diz Marta

Para ministra da Cultura, petista crescerá nas pesquisas à medida que resgatar votos de Russomanno

Roberta Pennafort e Antonio Pita, de O Estado de S. Paulo

27 de setembro de 2012 | 19h45

Em visita ao Rio, a ministra da Cultura, Marta Suplicy, falou nesta quinta-feira, 27, do impacto de seu engajamento na campanha de Fernando Haddad (PT) à Prefeitura de São Paulo: "O Haddad vai para o segundo turno, ele tem o apoio de três pessoas muito importantes em São Paulo, que são Lula, Dilma e Marta, e isso faz diferença. É muito difícil isso não causar algum impacto."

A ex-prefeita disse que a tendência natural é o crescimento do candidato do PT à medida em que sejam resgatados os votos petistas transferidos para Celso Russomanno (PRB). "A crescida do Russomanno se deve a uma enorme rejeição ao Serra e ao fato de as pessoas não conheceram o Haddad e o (candidato do PMDB Gabriel) Chalita, e pensarem: ''bom, esse aí eu conheço, na TV parece uma pessoa que está ajudando."

Pela primeira vez no Rio em duas semanas no cargo, Marta veio conhecer duas instituições do MinC, a Casa de Rui Barbosa e a Biblioteca Nacional. Na primeira, constatou a falta de pessoal: 25% dos servidores para se aposentar, índice que irá dobrar até 2015. Ou seja, é urgente abrir concurso.

Na segunda, instalada num prédio centenário, foi apresentada a problemas estruturais e anunciou investimentos em intervenções como restauro de telhado e de fachada e obras de conservação do sistema elétrico, hidráulico e de ar condicionado.

As verbas somam R$ 70 milhões, sendo que R$ 26 milhões, do BNDES, já estavam acertados. Boa parte das obras ainda vai demorar. Os funcionários da BN entregaram a Marta uma carta em que falam de riscos para a segurança do acervo e até de infestação de baratas.

"As obras emergenciais já começaram, o que impossibilita qualquer desastre maior. Agora, as outras vão demorar. Não é problema de recurso, mas de execução. Achei um pouco longo o prazo até 2015 (dado pela gestão anterior) e fiquei de ver se consigo encurtar. Não conheço a parte burocrática".

Ela ainda se encontrou com artistas para tratar de questões como a nova Lei dos Direitos Autorais - tema polêmico no período Ana de Hollanda, sua antecessora, que se posicionava contra a flexibilização dos direitos. Marta não quer fechar opinião ainda. "Não tenho prazo, não vai ser rápido. Vou encontrar todos os grupos, os artistas, o Ecad. Tenho que ouvir primeiro, ninguém tem resposta pronta. Isso é muito sério e muito novo", disse.

"O autor tem que viver de sua obra e estamos vivendo a contemporaneidade da internet. Temos que compatibilizar duas coisas essenciais. Tenho que escutar até ver se a gente tem uma brilhante ideia que tenha o máximo possível de consenso."

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