REUTERS/Nacho Doce
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Haddad telefona para FHC e fala de riscos trazidos por retórica de Bolsonaro

Candidato do PT diz que democracia está em risco extremo e ex-presidente tucano manifesta preocupação com perspectiva das últimas manifestações do candidato do PSL

Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

22 de outubro de 2018 | 18h50

O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, telefonou para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), na tarde desta segunda-feira, 22. Segundo relatos, FHC disse  estar "muito preocupado com as perspectivas" diante das últimas manifestações de Jair Bolsonaro (PSL) sobre banir a oposição, ativistas, veículos de imprensa e, principalmente, declarações do deputado eleito Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) sobre a possibilidade de  fechar o Supremo Tribunal Federal (STF), já desautorizadas pelo candidato.

Na conversa, Haddad e FHC não combinaram ações conjuntas nem se falou sobre apoio eleitoral. O ex-presidente vem sendo cortejado pelo petista desde o fim do primeiro turno, mas decidiu não se envolver diretamente na disputa presidencial. FHC, no entanto, se manifestou de forma dura em suas redes sociais sobre a fala de Eduardo Bolsonaro. Segundo o ex-presidente, a declaração do deputado eleito "cheira a fascismo".

Haddad, ao telefone, teria dito que a democracia está em "risco extremo". De manhã, em ato com catadores de papel, Haddad disse que as instituições precisam reagir às ameaças de Bolsonaro, condenou ataques de aliados do candidato do PSL a jornalistas e a fala do próprio capitão da reserva, domingo, sobre veículos de imprensa. 

Ainda de acordo com Haddad, as instituições estão sendo intimidadas pelo setor linha dura das Forças Armadas. 

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