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Haddad sai em defesa do governo Dilma em entrevista ao Jornal Nacional

Candidato do PT à Presidência afirma que desemprego e crise econômica não são culpa da presidente cassada, mas das 'pautas bomba' aprovadas por PMDB e PSDB

Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

14 Setembro 2018 | 22h46

O candidato do PT à Presidência nas eleições 2018, Fernando Haddad, saiu em defesa do governo de sua correligionária, a presidente cassada Dilma Rousseff, em entrevista ao Jornal Nacional nesta sexta-feira, 14.  Segundo Haddad, o desemprego e a crise econômica criadas no governo Dilma não foram culpa da petista, mas das “pautas bomba” aprovadas no Congresso pelo PMDB e pelo PSDB.

Desde que se tornou candidato, na terça-feira, 11, os adversários tem comparado Haddad a Dilma como “postes” do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na quinta-feira, o candidato do PT se esquivou de uma pergunta sobre a comparação com a presidente cassada.

A defesa do governo Dilma é uma mudança no discurso de Haddad que até o ano passado era um dos principais críticos da presidente cassada no PT. Ao Jornal Nacional, Haddad disse que Dilma foi impedida pelo PMDB e PSDB de fazer os ajustes necessários no início de seu segundo mandato.

“As pautas bomba e a sabotagem que ela sofreu, reconhecidas pelo presidente do PSDB, tiveram mais influência na crise do que os eventuais erros cometidos antes de 2014. Nós tínhamos a menor taxa de desemprego em 2014. Aí começa o Eduardo Cunha e o Aécio Neves a aprovar despesa em cima de despesa no Congresso Nacional para sabotar um governo que precisava fazer um ajuste”, disse o Haddad.

O candidato do PT se referiu à entrevista do ex-presidente do PSDB Tasso Jereissati ao Estado na qual o tucano diz que o partido errou ao votar “contra princípios básicos nossos, sobretudo na economia, só para ser contra o PT”.

O candidato também defendeu Dilma em pergunta sobre o envolvimento da cúpula petista, inclusive a ex-presidente, em investigações de desvios na Petrobrás.

O eleitor foi induzido ao erro em 2016, afirma Haddad

Haddad também teve que responder sobre ter perdido a eleição no primeiro turno para João Doria (PSDB) no primeiro turno da eleição de 2016. Segundo ele, a culpa foi do sentimento antipetista que marcou a disputa daquele ano. “O eleitor foi induzido ao erro”, disse o petista.

O ex-prefeito demonstrou nervosismo quando indagado sobre a falta de autocrítica do PT em relação aos escândalos de corrupção que marcaram as administrações do partido e repetiu o discurso padrão do partido sobre perseguição política de setores do Judiciário.

Questionado sobre as denúncias contra ele próprio, réu em ação na qual é acusado de receber R$ 2,6 milhões em caixa 2 na eleição de 2012, Haddad lembrou que o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) instaurou procedimentos para investigar a possibilidade de ação política por parte dos promotores do caso.

Seguindo a estratégia de tentar colar sua imagem à de Lula, Haddad abriu a entrevista com uma saudação. “Boa noite telespectador. Boa noite presidente Lula”.

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