Andre Penner/AP Photo
Andre Penner/AP Photo

Haddad promete federalizar tráfico, homicídio e feminicídio para permitir ação da PF

Candidato do PT também se contrapôs à proposta de liberação do porte de armas

Denise Luna, O Estado de S.Paulo

02 Outubro 2018 | 15h19

RIO - O candidato do PT à Presidência da República nas eleições 2018, Fernando Haddad, fez uma passagem-relâmpago por Campo Grande, zona oeste do Rio, segundo local da sua maratona desta terça-feira, 2, no Rio de Janeiro, onde tocou nos temas mais sensíveis para a população fluminense: saúde, segurança e educação.

No dia seguinte à pesquisa Ibope/Estado/TV Globo que mostrou sua candidatura estagnada e a do seu principal concorrente, o candidato do PSL Jair Bolsonaro, ganhando vantagem de 10 pontos, Haddad acenou com a federalização de alguns crimes, como tráfico, homicídio e feminicídio, para permitir a atuação da Polícia Federal nas investigações.

"O Exército é bom para algumas coisas, mas não para tudo", declarou, sem se referir diretamente à intervenção do exército no Rio de Janeiro. Ele voltou a afirmar que no seu governo a sociedade não será armada, também se contrapondo a Bolsonaro, mas terá acesso à educação e emprego.

"Não queremos as mãos dos brasileiros armadas. Queremos em uma mão um livro e em outro uma carteira de trabalho", repetiu a afirmação feita mais cedo em sua passagem pela Fiocruz. Ele informou ainda que pretende usar o Exército e outras instituições federais para "adotar" escolas estaduais do ensino médio, mas não deu detalhes.

Haddad participa ainda nesta terça de mais dois eventos no Rio. A próxima parada será em Duque de Caxias.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.