Leonardo Soares/AE
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Haddad promete criar CGU em São Paulo para combate à corrupção

Petista usou o caso de enriquecimento de secretário de Kassab que teria tido o patrimônio inchado por vendas de licenças

Ricado Chapola, do estadão.com.br,

12 de junho de 2012 | 16h46

SÃO PAULO - O pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, prometeu criar a Controladoria-Geral do Município (CGM), inspirada na CGU, para combater a corrupção na capital de SP. Em palestra para empreendedores da Central Brasileira de Serviços (Cebrasse) nesta terça-feira, 12, o ex-ministro disse que a intenção é ter um promotor para impedir situações como o escândalo da Aref na prefeitura, descoberto recentemente.

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Hussain Aref Saab foi diretor do Departamento de Aprovação de Edificações (Aprov) do governo Kassab desde 2005. Ele adquiriu 125 imóveis no período em que comandou o Aprov e tem o patrimônio estimado em R$ 50 milhões. A suspeita em torno de Saab, é que desde quando era diretor na Secretaria de Planejamento na gestão Marta, ele teria comprado imóveis subfaturados, segundo revelou o Estado. O Ministério Público Estadual (MPE) abriu um inquérito civil para investigá-lo por improbidade administrativa por meio de suposto enriquecimento ilícito.

"Parece que a demissão de Aref não resolveu o problema. Vou criar a CGM com promotores para ir para cima dos focos de corrupção da cidade", disse Haddad.

Vice. O próximo passo na campanha de Haddad será anunciar o vice. As apostas é que o nome deve vir dos socialistas. O próprio ex-ministro garantiu nesta terça que a divulgação acontecerá até o fim da semana que vem. Os mais cotados, segundo Haddad, são os que foram ventilados até agora: a ex-prefeita Luiza Erundina e do reitor da UniNove, Eduardo Storópoli. O petista, no entanto, disse que o PSB ainda não apresentou oficialmente os pretendentes.

"Nós estamos aguardando uma definição do PSB para conversarmos. Até o final da semana que vem está tudo resolvido. Os nomes são aqueles que estão circulando na imprensa, não houve ainda nenhuma fala oficial da parte do Eduardo Campos (presidente nacional do PSB) e dos dirigentes locais em relação a um nome".

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