Mauro Pimentel/AFP
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Haddad pede reação institucional a Bolsonaro e diz que ligará para FHC

'Ou a gente acorda para este problema nesta semana ou vamos correr riscos inclusive físicos', disse o presidenciável do PT sobre ameaças da campanha do adversário

Ricardo Galhardo e Daniel Wetermann, O Estado de S.Paulo

22 de outubro de 2018 | 12h36

O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira, 22, que as instituições brasileiras precisam reagir ao que chamou de ameaças de Jair Bolsonaro  (PSL) e seus aliados. Diante da manifestação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) ao vídeo do deputado eleito Eduardo Bolsonaro sobre fechar o Superior Tribunal Federal (STF), Haddad disse que vai ligar ainda nesta segunda-feira para o tucano.

"Vou ligar pra ele (FHC) ainda hoje. O fato de ele ter falado que (ameaça de Bolsonaro) cheira a fascismo é um alerta ao País de uma pessoa insuspeita", disse o petista. No começo do segundo turno, FHC disse em entrevista ao 'Estado' que não apoiaria automaticamente o petista contra Bolsonaro

Assista ao vídeo da manifestação de Haddad no blog do Carrapato Estadão.

O candidato ainda criticou a presidente do TSE. "Rosa Weber talvez não tenha compreensão do que acontece. O TSE está analógico demais”, disse o presidenciável Fernando Haddad (PT) sobre as declarações da presidente do TSE de que “no Brasil, as instituições estão funcionando normalmente e todos os juízes honram a toga e não se deixam abalar por qualquer manifestação que eventualmente possa ser compreendida como de todo inadequada”, disse Rosa em pronunciamento.

Haddad ressaltou que, nos últimos dias, a campanha de Bolsonaro fez ameaças à imprensa, à oposição e ao Judiciário. "As instituições precisam reagir", afirmou."Ou a gente acorda para este problema esta semana ou vamos correr riscos inclusive físicos", completou.

Haddad comparou o momento ao do surgimento dos regimes autoritários na Europa no início do século 20. "É um pesadelo que pode durar décadas", afirmou.

O candidato apontou setores das Forças Armadas como responsáveis pelas ameaças e citou a presença do general Sergio Etchegoyen nesse domingo, 21, em uma entrevista no Tribunal Superior Eleitoral. "As instituições estão sendo ameaçadas inclusive pela linha dura das Forças Armadas.  O que o Etchegoyen estava fazendo lá?", questionou. O general é ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

Haddad participou de um encontro com catadores de papel na manhã desta segunda-feira.  À noite, ele participa de um ato com intelectuais no teatro Tuca.

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