Haddad nega ação específica por voto evangélico

O candidato do PT, Fernando Haddad, negou ontem que esteja preparando um plano para falar diretamente ao eleitorado evangélico, numa reação à reportagem publicada ontem na qual o Estado revelou a nova estratégia petista para lidar com o eleitorado religioso que tradicionalmente votava no PT e agora está com Celso Russomanno (PRB).

ADRIANA CARRANCA , BRUNO LUPION, O Estado de S.Paulo

11 de setembro de 2012 | 03h05

O comitê de campanha de Haddad discute com o PT a inclusão de demandas das igrejas. O discurso ainda está sendo afinado pela coordenação da campanha, que se reuniu ontem.

Petistas programam um encontro de Haddad com líderes do Conselho de Pastores e Ministros Evangélicos de São Paulo.

O candidato poderá ainda visitar a Expo Cristã 2012, que reunirá líderes religiosos e fiéis das diferentes igrejas pentecostais no centro de eventos do Anhembi, na zona norte, de 25 a 30 de setembro. Os adversários Russomanno e José Serra (PSDB) confirmaram presença no dia 29.

A estratégia junto aos evangélicos está sendo discutida a portas fechadas e divide o PT. Uma ala avalia que não há espaço disponível para avançar entre as igrejas evangélicas, muitas já comprometidas com as candidaturas de Russomanno, Serra e até com a de Gabriel Chalita (PMDB).

A Universal do Reino de Deus, ligada ao PRB, apoia Russomanno. Três alas da Assembleia de Deus também já escolheram seu candidato: A Convenção Geral apoia Serra; o Ministério Madureira pede votos para Chalita e o Ministério de Santo Amaro apoia Russomanno. A Igreja Mundial e a Renascer estão divididas entre apoiar Serra e Russomanno.

Uma em cada cinco pessoas que tradicionalmente votam no PT é evangélica. Entre esses eleitores, segundo o último Ibope, 42% declaram voto em Russomanno, líder nas pesquisas.

Ontem, Haddad disse que a relação de sua campanha com as igrejas é norteada por três princípios: defesa do Estado laico, combate à intolerância religiosa e realização de parcerias com o segmento comunitário, incluindo as igrejas. "Em nenhum momento farei concessão a respeito deles", afirmou. O petista lembrou que já participou de jantares com comunidades judaica e muçulmana e que já fez "inúmeras reuniões" com pastores evangélicos para discutir a cidade.

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