Felipe Rau/AE
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Haddad minimiza reflexo do mensalão na campanha

Para o petista, qualquer 'agremiação humana' está sujeita a desvios de conduta

Daiene Cardoso, da Agência Estado

30 de agosto de 2012 | 17h14

O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, diz que não acredita em reflexo negativo da condenação do deputado federal João Paulo Cunha, candidato do PT à Prefeitura de Osasco, em sua campanha. Em sabatina promovida pelo Grupo Estado, Haddad disse que ética é um atributo individual e não coletivo e que os partidos estão sujeitos a desvio de conduta dos indivíduos. "Qualquer agremiação humana você pode ter desvio de conduta, isso vale para um partido, para uma igreja e até para uma família. A ética é um atributo individual, ela não se presta a coletivos", afirmou.

Ao citar processos enfrentados por políticos de outros partidos, o petista lembrou do processo que envolve o senador Eduardo Azeredo (PSDB), conhecido como mensalão mineiro, e as denúncias contra a administração da ex-governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius. "Veja o PSDB. Ele está respondendo a vários processos em todo o País", mencionou. "E por que não se diz que isso macula o PSDB? Porque o PSDB é um partido que defende um ideal de sociedade e ele não defende a impunidade, como o PT não defende a impunidade. Não há como um partido não defender a ética na política", emendou.

Em um breve resumo de sua biografia, Haddad disse que não existe denúncias contra sua conduta no serviço público e que isso o abona. "Não há qualquer insinuação dos meus adversários sobre a minha conduta. Jamais colocaram em dúvida a lisura dos procedimentos nos cargos que eu assumi", ressaltou. "Eu tenho um compromisso que vem da minha família, da minha formação, muito antes da política", completou.

Haddad voltou a defender a aliança com o PP do deputado federal Paulo Maluf. O candidato lembrou que o partido faz parte da base aliada do governo Dilma e que também integra o governo estadual do tucano Geraldo Alckmin. "Faz dois anos que eles estão aliados com o governo do Estado", comentou o candidato, questionando o interesse pela aliança entre PT e PP.

O petista também comemorou a entrada da senadora Marta Suplicy em sua campanha. "Ela foi uma grande prefeita e lembrada com muito carinho pela população", destacou. Segundo Haddad, Dilma deve participar de sua campanha a partir de setembro. "São Paulo é muito importante para o desenvolvimento nacional", justificou.

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