Haddad já admite ter Erundina como vice

O pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, não esboçou resistência quanto às informações de que a ex-prefeita Luiza Erundina (PSB) ocupe a vaga de vice na sua chapa. Ao contrário: o ex-ministro a definiu, nesta segunda, em encontro com lideranças em Guaianases, na zona leste da capital, como um "excelente nome no PSB".

RICARDO CHAPOLA, Agência Estado

23 de abril de 2012 | 21h18

"Não ouvi ainda nada sobre nomes. Não houve ainda essa oferta por parte do PSB. O PSB teria que colocar o nome excelente da prefeita. É um nome excelente do PSB", considerou Haddad, dando mostras de que a aliança com os socialistas está bem encaminhada.

Além de Luiza Erundina, outros nomes da sigla são ventilados nas conversas com o PT. O vereador Eliseu Gabriel aparece como uma das possibilidades ao lado do reitor da Uninove, professor Eduardo Storópoli.

Igreja - Fernando Haddad esteve nesta segunda em Guaianases, onde participou de uma reunião com a militância petista e com lideranças da região, entre elas religiosas. Ainda na manhã de hoje, o petista disse ter focado sua agenda em reunião com líderes católicos e evangélicos.

Segundo ele, muitas lideranças se sentem usadas na atual gestão e não querem mais fazer parte de um "jogo menor".

A plenária foi realizada no galpão de uma igreja evangélica, a Comunidade A Palavra de Deus - Uma igreja missionária. Compareceram vereadores locais, entre eles o deputado estadual Luiz Moura (PT).

Antes da reunião, Haddad conversou com o pastor da igreja, Marçal Borges, que o questionou sobre o kit anti-homofobia, que estava sendo elaborado pelo Ministério da Educação para distribuição nas escolas na gestão de Haddad e foi suspenso depois de protestos das bancadas religiosas no Congresso.

Segundo o pastor, o tema era determinante para que a comunidade apoiasse o petista. "Ele (Haddad) disse que a Dilma entendeu que não era hora de soltar aquilo (o kit)." Em seguida, o pastor garantiu o apoio da sua igreja a Fernando Haddad.

Metrô - O pré-candidato petista chegou a Guaianases de trem, segundo ele, "para verificar as condições do transporte público da região". Haddad admitiu dificuldades em chegar ao bairro. "Foi difícil chegar. Estava muito cheio", disse. Antes, o petista fez uma parada em Itaquera, na zona leste, onde chegou de metrô.

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