Haddad ironiza fala de tucano sobre jovens

O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, ironizou ontem resposta dada pelo adversário, José Serra (PSDB), em entrevista à rádio CBN. O petista classificou como "preconceituosa" a declaração do tucano sobre formas de prevenir que jovens se envolvam com a criminalidade - a campanha do PSDB diz que a frase foi "mal interpretada".

DAIENE CARDOSO, AGÊNCIA ESTADO, O Estado de S.Paulo

24 de outubro de 2012 | 03h05

No domingo, foi ao ar a seguinte declaração de Serra: "Temos um programa para atuar nos jovens que ainda não entraram para o mundo do crime, mas que podem ter propensão para isso. Vamos fazer um trabalho preventivo, de identificar quem tem potencial para ir para o crime ou para a droga e poder fazer um trabalho de acompanhamento, de monitoramento e de ajuda a esses jovens". O tucano referia-se a uma proposta de parceria com a Fundação Casa (ex-Febem), que já mantém trabalhos de prevenção com jovens.

A campanha do tucano afirma que "o foco da fala são medidas de assistência psicológica e social, exclusivamente". A intenção é "proteger crianças e jovens cujas famílias tenham sido desestruturadas, sobretudo pelo abuso de álcool e drogas".

Para Haddad, a declaração de Serra foi "descabida". "Me parece perigosa a proposta. Primeiro cabe a pergunta: é para rico ou é para pobre esse monitoramento?", ironizou, fazendo referência à primeira pergunta feita por Serra no debate da TV Bandeirantes, na quinta-feira. "Qual é o sentido dessa proposta? Será que ele vai levar a Febem para as escolas particulares para monitorar quem tem propensão à droga e ao crime?"

O petista voltou a dizer que não pretende romper os contratos com as Organizações Sociais (OS) que administram hospitais na cidade, mas ressaltou que, nos três hospitais que serão construídos, o regime de administração será público.

Haddad lembrou que o Tribunal de Contas do Município (TCM) apontou o pagamento de serviços que não foram executados e que as entidades recebem dos cofres públicos R$ 2,4 bilhões. "Só vou pagar pelo serviço prestado, não vou pagar pelo serviço não prestado", afirmou o petista.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.