NELSON ALMEIRA/AFP
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Haddad intensifica agenda no Nordeste nas eleições 2018

Candidato a vice na chapa petista desembarca em Salvador nesta terça; objetivo é tornar petista conhecido na região 

Yuri Silva, O Estado de S.Paulo

21 de agosto de 2018 | 05h00

SALVADOR - O candidato a vice-presidente na chapa petista nas eleições 2018, Fernando Haddad (PT), desembarca nesta terça-feira, 21, em Salvador, onde participa de uma caminhada pelas ruas do Liberdade, um dos maiores bairros negros da América Latina. A capital baiana é a primeira parada de uma semana em que o ex-prefeito, apontado como provável substituto em caso da impugnação da candidatura do do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – condenado e preso na Operação Lava Jato – vai se dedicar a se tornar mais conhecido entre os eleitores nordestinos. 

Em Salvador, o ex-prefeito de São Paulo será recebido pelo governador da Bahia, Rui Costa, que tentará a reeleição, e Jaques Wagner, candidato a senador na chapa petista nas eleições 2018. Haddad também visitará os Estados de Sergipe (quarta-feira), Paraíba (quinta-feira), Rio Grande do Norte (sexta-feira) e Maranhão (sábado). Visitas a Pernambuco, Ceará e Alagoas acontecerão na semana seguinte, em datas que ainda serão definidas. 

A Bahia será o segundo Estado do Nordeste a ser visitado em uma semana por Haddad. Na sexta-feira, 17, o ex-prefeito de São Paulo esteve em Teresina, no Piauí. 

O objetivo das viagens, de acordo com o ex-presidente do PT da Bahia, Jonas Paulo, responsável pela agenda de Haddad no Nordeste, é tornar o ex-prefeito conhecido na região, considerada o "celeiro" dos votos petistas. No papel de porta-voz de Lula, Haddad também terá a função de dialogar com governadores, partidos aliados e subir em palanques locais.

"Ele é o vice do Lula. Ele vai dar o recado do Lula nesses lugares, porque o Lula não pode ir, para consolidar (legado do PT na região). Ele vai conversar com as pessoas em nome do Lula", afirmou Jonas Paulo.

Haddad será acompanhado em todas as viagens pelo coordenador da campanha presidencial do partido, o ex-diretor da Petrobrás José Sérgio Gabrielli. 

Virtual candidata a vice em uma chapa encabeçada por Haddad, Manuela D'Ávila (PCdoB) não participará das agendas. Ela vai trabalhar em uma outra frente, se reunindo com movimentos sociais, explicou Jonas Paulo.

Segundo ele, locais históricos das cidades, sobretudo ligados à esquerda, serão palcos das agendas. Na capital da Bahia, Haddad se reunirá em um hotel com militantes do PT logo pela manhã. Depois, a partir das 15h30, participará da caminhada na ladeira do Curuzu, Liberdade, berço do bloco afro Ilê Aiyê e de entidades políticas do movimento negro.

Na ocasião, uma carta endereçada a Lula deve ser entregue ao ex-prefeito de São Paulo por dirigentes negros. Nela, além da defesa do maior líder petista, as organizações cobrarão ao PT a defesa da pauta racial, que afirmam ter sido deixada de lado pelo partido sobretudo nos governos da presidente cassada Dilma Rousseff, quando a demarcação de terras quilombolas foi próxima do zero.

Já no Maranhão, no sábado, 25, a expectativa se dá em torno da dúvida se Haddad subirá indiscriminadamente nos palanques de Roseana Sarney (MDB), candidata a governadora do Estado após a derrota sofrida pela sua família nas eleições de 2014, e de Flávio Dino (PCdoB), aliado do PT e postulante à reeleição nas eleições 2018.

No Piauí, o virtual candidato petista à Presidência dividiu o palanque com o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, que faz parte do centrão e indicou a senadora Ana Amélia (PP-RS) para vice de Geraldo Alckmin. Candidato à reeleição e aliado do governador do Piauí, Wellington Dias (PT), Nogueira declarou voto em Lula diante de Haddad.

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