Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Haddad faz mea culpa de gestão petista: 'É preciso corrigir o que esteve errado'

Candidato do PT ao Palácio do Planalto afirma que é hora de 'recuperar o projeto que deu certo, assumindo e corrigindo o que esteve errado'

Cristian Favaro, O Estado de S.Paulo

15 de outubro de 2018 | 13h56

O candidato do PT ao Planalto, Fernando Haddad, esboçou um "mea culpa" sobre as gestões do Partido dos Trabalhadores ao afirmar que a legenda deve reconhecer seus erros para convencer o povo brasileiro de que fará um governo diferente. "O nosso problema é esse. Temos de recuperar o projeto que deu certo. Corrigindo o que esteve de errado, assumindo e corrigindo o que esteve de errado", disse o candidato nas eleições 2018 durante entrevista à Rádio Capital, de São Paulo. Na mesma entrevista, Haddad atacou o que chamou de tentativa dos Estados Unidos de influenciar a América do Sul.

Haddad afirmou ainda que a ausência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas campanhas do segundo turno, na disputa com Jair Bolsonaro (PSL), mostra a necessidade de se construir um governo "mais amplo do que o PT" para manter estáveis as instituições democráticas. "Vamos ter de unir as forças democráticas em um governo mais amplo que o PT", disse, e emendou: "Todo mundo que for a favor da democracia, eu convoco para meu lado. É um sinal que estou dando de que quero ampliar o debate na sociedade", afirmou.

O material de campanha do PT no segundo turno deixou de lado a imagem do ex-presidente Lula, preso em Curitiba na Operação Lava Jato, além do próprio vermelho, cor clássica da sigla. O novo logo usa as cores da bandeira do Brasil. A mudança gerou críticas nas redes sociais, sobretudo por causa da semelhança com o logo de Bolsonaro.

Haddad também aproveitou para criticar a ausência de Bolsonaro nos debates. "Ele já teve alta. Pode debater e vai em todas as entrevistas", disse. Segundo a equipe do candidato do PSL, Bolsonaro ficará fora dos debates até o dia 18 por orientação médica - ele foi esfaqueado em Minas Gerais em ato de campanha. Ele admitiu, no entanto, que poderá decidir não participar de nenhum debate por 'estratégia'.

Sobre as estratégias do PT para reverter o resultado do primeiro turno, Haddad disse que tem se esforçado para levar à população as propostas de Bolsonaro. "Porque eu acho que se a gente levar as propostas dele ao conhecimento das pessoas, elas vão deixar de votar nele", disse. Como exemplo, o petista apontou o ensino a distância desde o fundamental no Brasil, hipótese levantada pelo candidato do PSL. "Imagina uma criança aprendendo em casa, sozinha?", questionou. "O que ele (Bolsonaro) quer é dispensar os professores para baratear a educação".

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