Haddad fala em reduzir a desigualdade social de SP

Petista se elegeu prefeito com 55,57% dos votos contra 44, 43% de Serra

EQUIPE AE, Agência Estado

28 de outubro de 2012 | 21h17

Sem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu palanque, Fernando Haddad (PT) fez neste domingo, 28, seu primeiro discurso como prefeito eleito de São Paulo, no qual destacou que entre os seus objetivos está o de reduzir a desigualdade social da cidade. "Meu objetivo está amplamente aprovado: derrubar o muro da vergonha que separa a cidade rica e a cidade pobre. Não podemos deixar que isso siga assim", afirmou, reforçando que a melhoria de serviços públicos essenciais como de saúde, educação e transportes é uma forma "concreta" de distribuir renda e garantir a paz social.

Ao lado de várias lideranças do partido, como os ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e da Cultura, Marta Suplicy, Haddad agradeceu aos apoios que recebeu ao longo de sua campanha eleitoral, com destaque para a presidente Dilma Rousseff, "pela presença vigorosa desde o primeiro turno, pelo estímulo pessoal e pelo conforto nos momentos mais difíceis". Não passou sem notar, contudo, a ausência da ex-prefeita de São Paulo Luiza Erundina, que desistiu de apoiar o candidato no início da campanha, em razão do apoio do deputado Paulo Maluf ao PT.

Haddad dedicou ênfase especial também a Lula "pela confiança, orientação e apoio, sem os quais seria impossível lograr qualquer êxito nesta eleição". Por fim, um agradecimento especial "ao meu superpartido: o Partido dos Trabalhadores que lançou de corpo e alma nesta luta pacífica".

O prefeito eleito disse ainda que contará com o apoio de todos na sua tarefa de governar a cidade, sobretudo a parceria com o governo federal. "É hora de atrair forças novas, acima de interesses individuais ou partidários. Convido a todos, mas não conseguiremos a meta se não nos abrirmos ao Brasil. Precisamos das parcerias com o governo federal. Contamos com o apoio da presidenta Dilma", disse, acrescentando que, contudo, é necessário apresentar projetos "criativos". "São Paulo precisa voltar a ser farol e ser antena (...), mas antes de tudo, uma cidade lar, debaixo da qual toda a família possa realizar sua vontade de ser feliz", afirmou. Muitos dos presentes no discurso estavam usando camisetas que traziam frases como "O futuro venceu" e também "São Paulo ''oPTou'' pelo novo".

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