Haddad fala em 'paz e amor' e Serra reitera críticas

Petista afirma que sua campanha sempre se inspirou no slogan usado por Lula; tucano atacou o que chamou de 'ideias alucinadas' do adversário

O Estado de S.Paulo

21 de outubro de 2012 | 03h08

Líder nas pesquisas, o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, disse ontem que vai evitar na reta final da campanha revidar eventuais críticas do adversário José Serra (PSDB). O tucano, por sua vez, direcionou seus ataques ao programa de governo do petista.

Questionado se adotaria o slogan usado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva - "Lulinha paz e amor" - em 2002, Haddad afirmou que jamais tomou a frente em agressões pessoais na campanha. "Estilo Haddad paz e amor sempre. Eu nunca entrei nesse clima de belicosidade. Quando eu tinha 3% (das intenções de voto) eu era o mesmo sujeito de hoje", disse Haddad, durante café da manhã no Sindicado dos Bares e Restaurantes, na região central da cidade.

Durante o evento das mulheres do PTB, também no centro, Serra disse que o programa de governo de seu adversário possui "ideias alucinadas". "De todo o programa do PT, a pior parte são ideias alucinadas", afirmou. "O PT vai fazer uma devastação na área da saúde em São Paulo."

O tucano voltou a citar a "ameaça" do PT de "expulsar" as entidades parceiras da saúde em São Paulo, como os hospitais Santa Marcelina, Santa Catarina, Santa Casa, além de profissionais da Universidade de São Paulo, ao dizer que num eventual governo do partido esses contratos serão cancelados.

Gravidez. O tucano também disse que no programa do PT não existe nenhuma menção à palavra gestante e gravidez. "É um programa terceirizado que foi escrito por um pessoal que não tem conhecimento", afirmou. "O pior aspecto da gestão do PT em governos - aqui em São Paulo e federal - é educação e saúde. Então o risco que se corre agora é muito grande."

Apesar de Haddad prometer postura mais propositiva, a campanha petista reservou tempo no horário eleitoral e nas inserções de propaganda na TV para se defender da campanha adversária. Haddad alega que a medida foi tomada porque o tucano não aceitou um acordo proposto por ele, segundo o qual ambos reservariam a reta final apenas para debater propostas.

"Liguei para o pessoal do marketing recomendando que o tempo fosse cada vez mais dedicado a propostas. Obviamente que algum tempo para me defender tenho que ter. Não pode ficar sem resposta nenhuma, porque o eleitor começa a achar estranho: 'Você não se defende?'", disse Haddad. "Não posso antecipar a estratégia do meu adversário. Fiz um convite público (a Serra para que a campanha tratasse apenas de propostas) e ele permanece."

Haddad argumentou que os eleitores poderiam se motivar a ir votar caso os últimos debates públicos abordassem somente programas para a cidade. / FELIPE FRAZÃO e SUZANA INHESTA

Tudo o que sabemos sobre:
Eleições 2012

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.