Nacho Doce/Reuters
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Haddad evita comentar sobre possível indulto a Lula caso seja eleito

Candidato do PT diz que, se eleito, manteria a rotina de visitas ao ex-presidente, mas que 'quem assina as leis é o presidente da República'

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

17 Setembro 2018 | 13h27

O candidato do PT à Presidência da República nas eleições 2018, Fernando Haddad, evitou dizer nesta segunda-feira, 17, se daria ou não indulto ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso em Curitiba. Ele afirmou que, se eleito, manteria a rotina de visitas ao ex-presidente. "Com certeza", respondeu o candidato. "O presidente Lula é meu interlocutor permanente", afirmou. Haddad participou de uma sabatina organizada pelo jornal Folha de S.Paulo, pelo portal Uol e pelo SBT. Também na manhã desta segunda, o presidente do STF, Dias Toffoli, afirmou que a anistia e o indulto são disciplinados em lei

O presidenciável ponderou, no entanto, que quem assina leis e decretos é o presidente da República, ao ser questionado se quem mandará em um eventual governo será Lula ou ele, escolhido como candidato após o ex-presidente ser barrado pela Justiça Eleitoral.

"Isso é a lei quem manda, o presidente da República é que assina a lei. Jamais dispensaria a experiência do presidente Lula", disse Haddad.

Ainda sobre o indulto,  Haddad afirmou que Lula, condenado e preso em Curitiba, não troca sua "dignidade" por "liberdade". O candidato declarou esperar que Lula seja absolvido e o Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas deverá julgar o mérito de seu processo no primeiro semestre do ano que vem.

Haddad disse também que o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), nunca conversou com ele sobre a possibilidade de indulto a Silva. O mineiro chegou a afirmar que Haddad daria indulto a Lula no primeiro dia de governo, se for eleito.

"Ele nunca conversou comigo sobre esse assunto. E eu conversei com o presidente Lula mais de uma vez sobre isso porque a imprensa pautou esse debate", disse Haddad.

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