Haddad está 'a cada dia mais parecido com Dirceu', diz Serra

Tucano saiu em defesa de seu candidato a vice e disse que o Enem foi 'desmoralizado' na gestão do petista

RICARDO CHAPOLA, O Estado de S.Paulo

14 de outubro de 2012 | 03h04

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, saiu ontem em defesa de seu candidato a vice, Alexandre Schneider (PSD), depois que o petista Fernando Haddad o acusou de ser investigado por improbidade administrativa.

"Eu não troco um Schneider por seis Fernando Haddad em matéria de honestidade e de competência", afirmou o candidato do PSDB, durante uma visita ao Shopping Interlagos, na zona sul da capital.

Ao ser questionado sobre os ataques feitos pelo petista, Serra voltou a associar Haddad ao ex-ministro José Dirceu, condenado pelo Supremo Tribunal Federal na última semana por corrupção ativa. Ele citou irregularidades no Ministério da Educação, ocorridas na gestão de Haddad na pasta, que estão sendo investigadas pela Polícia Federal (PF) e pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

"O Fernando Haddad, a cada dia, fica mais parecido com o José Dirceu. Ele está agora num escândalo que envolveu o Enem. A gente sabe que, na gestão do Haddad, o Enem foi desmoralizado, ele não conseguiu fazer os exames direito", disse Serra. "As empresas que ganharam a concorrência para a segurança do Enem fraudaram. Tem uma dupla sertaneja de Minas Gerais que apareceu como laranja para ganhar a concorrência."

Schneider também respondeu a Haddad. Segundo ele, o petista tem feito uma "cortina de fumaça" para esconder aliados condenados pela Justiça. "Ele está usando uma cortina de fumaça sobre os problemas na Justiça que o seu partido, os seus colegas de campanha e seus companheiros de programa de governo têm", disse Schneider. O candidato a vice citou como exemplo o deputado Paulo Maluf (PP), aliado do PT.

"Haddad não falou sobre os secretários da Marta Suplicy que estão condenados por improbidade administrativa. Alguns deles, inclusive, já tem os bens tornados indisponíveis, como é o caso da ex-secretária Cida Perez", afirmou Schneider.

O candidato a vice disse também que a campanha de Serra não esconde aliados e afirmou que "o candidato do PT não está em um momento adequado para falar de ética", fazendo menção ao julgamento do mensalão.

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