Haddad e Serra retomam propaganda no rádio com foco na educação

Candidato petista à Prefeitura de SP usou Chalita para tratar do tema e tucano colocou seu vice, ex-secretário de Kassab, para comparar atual gestão com governo Marta

Guilherme Waltenberg, da Agência Estado

15 de outubro de 2012 | 09h53

No Dia dos Professores, os dois candidatos a prefeito de São Paulo que disputam o segundo turno, Fernando Haddad (PT) e José Serra (PSDB), aproveitaram a volta do horário eleitoral gratuito no rádio, veiculado entre 7h e 7h20, para debater a educação e apresentar propostas para a área. Haddad buscou o depoimento do candidato derrotado pelo PMDB, Gabriel Chalita, que foi secretário estadual da Educação e declarou apoio ao candidato petista. Já Serra escalou seu vice, Alexandre Schneider, ex-secretário municipal da Educação, para comparar a atual gestão com a época em que a petista Marta Suplicy governou a cidade.

 

Schneider comparou o salário dos professores da rede municipal nos tempos em que Marta era prefeita com o das gestões de Serra e do atual prefeito, Gilberto Kassab (PSD). "Os professores da rede municipal, na época do Haddad e da Marta, tiveram uma perda salarial de quase 13%. Deu muito trabalho para o Serra, para o Kassab e para mim reverter essa situação. Mas nós conseguimos. Nosso aumento, de 70%, fez com que a gente pudesse não só dar um aumento salarial acima da inflação e fez com que os professores pudessem recuperar tudo que perderam na gestão da Marta e do Haddad", disse o vice.

 

O programa citou também os problemas na aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ocorridos na gestão de Haddad no MEC (2005-2012), dizendo que o ex-ministro não assumiu as falhas. "O Haddad sempre culpa alguém pelo problema dele. Imagina se for prefeito: se chover vai culpar São Pedro?", questionou Schneider.

 

O programa do tucano comparou também a criação de vagas em creches na atual gestão municipal com o número aberto pelo Ministério da Educação quando Haddad foi ministro. "Você sabia que no Ministério da Educação o Haddad prometeu criar 5.500 creches mas, segundo o MEC, só 292 creches funcionam. Nesse ritmo, o Haddad levaria só uns 115 anos para criar uma creche em cada cidade brasileira", ironizou um narrador. "E na cidade de São Paulo, sabe quantas creches o Haddad fez? Nenhuma. Neste mesmo período a Prefeitura de São Paulo criou 148 mil vagas", comparou outro narrador.

 

Já o programa petista comemorou a liderança do candidato "em todas as pesquisas de intenção de votos" do segundo turno e mostrou o apoio de Chalita ao candidato do PT. "Dois professores se uniram para mudar São Paulo", ressaltou o peemedebista. "Haddad vai ser um grande prefeito para São Paulo", garantiu Chalita. Os narradores prometeram mostrar a "São Paulo verdadeira" nos programas de rádio com a ajuda de "correspondentes" em todas as regiões de São Paulo.

 

Boa parte do programa contou com a veiculação de músicas sobre Haddad e sobre a cidade de São Paulo. O ex-presidente e padrinho político de Haddad, Luiz Inácio Lula da Silva, que era um dos apresentadores do programa de rádio no primeiro turno, não participou do programa.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.