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Haddad diz que 'não admite' discussão por cargos

Petista disse que, se eleito, usará de critérios 'rigorosos' para escolher seus auxiliares

Daiene Cardoso - Agência Estado,

25 de outubro de 2012 | 18h44

SÃO PAULO - O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, rechaçou a disputa por secretarias e cargos em uma eventual administração petista. Na tarde desta quinta-feira, 25, após participar de um encontro na Academia Paulista de Letras, Haddad pediu cautela durante a campanha e disse que, se eleito, usará de critérios "rigorosos" para escolher seus auxiliares e que seguirá o modelo de governo de coalizão da presidente Dilma Rousseff. "Não admito esse tipo de discussão durante a campanha eleitoral. Agora, quem vai definir os critérios sou eu", avisou o candidato.

A três dias do segundo turno, o petista classificou de indevida e desrespeitosa a mobilização nos bastidores de alguns correligionários em torno de uma formação de governo. "Nós estamos em campanha, tem de ter os pés no chão. Domingo é que o povo decide quem será o prefeito de São Paulo", disse o candidato, afirmando que se recusa a lidar com essa disputa às vésperas do pleito. Segundo o candidato, ninguém falou sobre o assunto diretamente com ele. "Acho que sabem como eu sou", respondeu.

Haddad ressaltou que, em caso de vitória, adotará os mesmos critérios utilizados para escolher seus auxiliares quando foi ministro da Educação, "sem admitir interesses de outra ordem que não o interesse público". Ele afirmou que se inspira nos bons resultados do governo de coalizão da presidente Dilma Rousseff. "Eu quero traduzir em São Paulo os bons resultados do governo federal", justificou.

O candidato também atacou a proposta de "última hora" do candidato do PSDB, José Serra, de ampliar o tempo de utilização do bilhete único de 3 para 6 horas. Para Haddad, a ideia do tucano é "uma cópia mal feita" de seu bilhete único mensal. "É um remendo da minha proposta, que é muito mais generosa porque (o bilhete) é mensal ou semanal", comentou. Haddad lembrou que na eleição presidencial de 2010, Serra utilizou-se da estratégia de lançar novas propostas faltando poucos dias para a decisão das urnas, entre elas, o reajuste do salário mínimo para aposentados. "É típico de quem não planejou a campanha", avaliou.

Visita. Haddad se reuniu nesta quinta-feira com membros da Academia Paulista de Letras, entre eles, a escritora Lygia Fagundes Telles, o autor de quadrinhos Maurício de Sousa, e o maestro Júlio Medaglia. Ao lado do candidato derrotado à Prefeitura de São Paulo, deputado federal Gabriel Chalita (PMDB), e do Bispo de Santo Amaro, Dom Fernando Antônio Figueiredo, Haddad ouviu elogios de Lygia e ganhou de Maurício de Sousa, exemplares da turma jovem da Mônica. No final do evento, Haddad brincou com os jornalistas e disse que ficaria feliz em ganhar o voto de Mônica e Cebolinha. "Espero contar com todos os votos possíveis e imagináveis. Se o Cebolinha e a Mônica quiserem votar..."

Mais cedo, Haddad se reuniu com o jogador de futebol do Palmeiras, Marcos Assunção, que declarou apoio ao candidato. Em um recado indireto ao candidato do PSDB, o jogador do time ao qual Serra torce, comparou a aposentadoria de políticos à dos jogadores de futebol. "Vida de político é igual ao do jogador de futebol. Chega a hora que tem de parar para dar lugar ao mais jovem", afirmou o jogador palmeirense.

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