Haddad diz que governo Dilma foi alvo de sabotagem e nega atrito com ex-presidente

Em Ouro Preto, petista também evitou fazer críticas ao candidato do PDT, Ciro Gomes

Jonathas Cotrim, O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2018 | 14h29

OURO PRETO - O candidato do PT à Presidência nas eleições 2018, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira, 21, que o governo da ex-presidente cassada Dilma Rousseff foi alvo de sabotagem e negou a existência de qualquer atrito com a candidata ao Senado por Minas Gerais. O candidato visitou a cidade histórica de Ouro Preto, na região Central de Minas Gerais.

“A sabotagem começou no dia da eleição, e o próprio PSDB reconheceu isso”, disse Haddad, se referindo à entrevista dada pelo ex-presidente do PSDB, Tasso Jeiressati, ao Estado. Ao ser questionado sobre uma possível troca de farpas com a ex-presidente, Haddad negou e abraçou Dilma. “Às vezes vocês adoram inventar”, disse a candidata ao Senado.

Além de Dilma, o ex-prefeito de São Paulo esteve acompanhado da candidata à vice-presidente, Manuela D’Ávila, do PCdoB, do governador mineiro, Fernando Pimentel, candidato à reeleição pelo PT, da postulante a vice-governadora, Jô Moraes, do PCdoB, e também do segundo candidato ao Senado da coligação, Miguel Corrêa, também do PT, presente em um ato de campanha da chapa mineira pela primeira vez.

No discurso, na Praça Tiradentes, um dos principais pontos turísticos de Ouro Preto, Haddad lembrou de suas ações quando esteve à frente do Ministério da Educação, durante o governo Lula. O ex-prefeito de São Paulo falou sobre ter transformado a cidade histórica em “cidade universitária”, e lembrou também da criação da criação das cotas universitárias, voltada para estudantes  de escolas públicas e de classe baixa.

Além do ato público de campanha, Haddad visitou o Museu da Inconfidência e assinou uma “carta-compromisso” com medidas voltadas para a cultura nacional. “É um compromisso com a nossa história, vamos fazer alterações na legislação de fomento à cultura, para incorporar uma parcela do orçamento voltado para o patrimônio histórico”, disse o petista, após lembrar do incêndio no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, no dia 2 de setembro.

Esquiva. Em Ouro Preto, Fernando Haddad evitou fazer qualquer crítica ao candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes. “O Ciro às vezes diz uma coisa e às vezes diz outra. Eu gosto dele, ele é amigo nosso”, disse. Na última quarta-feira, 19, Ciro afirmou que não apoiaria o petista em um eventual segundo turno com Jair Bolsonaro, do PSL. “Nem a pau, Juvenal”, disse.

Na última pesquisa Ibope, divulgada na quarta-feira, Fernando Haddad confirmou a tendência de crescimento nas intenções de voto. O petista saltou do quinto lugar, com 8% - na pesquisa do dia 11 de setembro – e apareceu na segunda colocação com 19% dos votos, deixando para trás Ciro Gomes, com 11%, Geraldo Alckmin, do PSDB, com 7%, e Marina Silva, da Rede, com 6%.

 

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