Haddad diz haver risco de 'guerra santa' e critica presidente do PRB

O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou ontem que seus adversários tentam trazer uma "guerra santa" para a capital paulista, estimulando uma cultura de intolerância religiosa que não teria raízes na história brasileira.

BRUNO LUPION, O Estado de S.Paulo

15 de setembro de 2012 | 03h07

"Me parece um equívoco grave que alguns dirigentes de partido introduzam no debate político um debate doutrinário que é próprio das igrejas fazerem com seus fiéis. Vamos deixar de lado esse pessoal que quer trazer para o Brasil o que o Brasil desconhece e não quer conhecer, que é a guerra religiosa", disse, após visita a uma casa de idosos em Ermelino Matarazzo, zona leste.

O petista insinuou que o presidente nacional do PRB e coordenador de campanha de Celso Russomanno, Marcos Pereira, desconhece o princípio do Estado laico, um dos fundamentos da República brasileira. "Se a pessoa não tem clareza desse princípio, se não tem formação democrática nessa direção, ela vai cometer equívocos", disse. "O Estado laico implica combate à intolerância religiosa, e não o contrário."

Apesar de o candidato petista tentar se manter pessoalmente distante da busca direta pelo voto religioso, seu partido trabalha para aproximá-lo dos evangélicos. Assim como os partidos de outros candidatos, o PT pretende fazer campanha na Expo Cristã, que reunirá líderes pentecostais entre os dias 25 e 30 deste mês no Anhembi, na zona norte.

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