FELIPE RAU/ESTADÃO
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Haddad diz concordar com participação de Erundina em debates

Petista garantiu que participará de todos os embates televisivos e pediu que militância não tenha medo de discutir ética na campanha

Eduardo Laguna, São Paulo

20 de agosto de 2016 | 14h50

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), candidato à reeleição, disse neste sábado, 20, que concorda com a participação de Luiza Erundina (PSOL) nos debates que serão transmitidos por emissoras de televisão.

Depois de ter um pedido negado pela Justiça Eleitoral, a ex-prefeita depende da aprovação dos concorrentes que, pela legislação, podem participar dos debates. João Doria (PSDB) disse que ser a favor de que todos os candidatos participem e Celso Russomanno (PRB) disse que pode deixar de participar de debate na próxima segunda-feira, 22, caso Erundina fique de fora.

"No nosso caso, concordo com a participação da Erundina", disse Haddad, após participar de evento da campanha à reeleição do vereador Paulo Fiorilo (PT). O prefeito garantiu ainda que vai participar de todos os debates.

 

Corrupção

Candidato a vice na chapa de Haddad,  o ex-secretário municipal de educação Gabriel Chalita (PDT) disse que o PT precisa fazer campanha de cabeça erguida, numa referência aos casos de corrupção que devem ser explorados pelos adversários.

"O PT errou, mas o PMDB também errou, o PSDB também errou. A pergunta a fazer é quem mais acertou", afirmou Chalita, para depois enumerar os feitos da gestão Haddad durante evento de campanha do vereador Paulo Fiorilo, na região central de São Paulo.

"Que prefeito fez mais de 400 quilômetros em  faixas de ônibus para a população mais pobre?", questionou o candidato a vice da coligação, citando também as ações de inclusão social da Prefeitura.

Após Chalita discursar, Haddad pediu à militância que não tenha medo de discutir ética durante a campanha. Frisou que a prefeitura recuperou R$ 600 milhões desviados dos cofres municipais, como imóveis de funcionários corruptos. Ainda no palco da plenária de Fiorilo, Haddad afirmou também que o governo estadual, comandado pelo PSDB, não está isento de "trambicagens", lembrando investigações em obras do monotrilho e do cartel do metrô.

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