TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO
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Haddad comenta críticas de Cid Gomes ao PT: 'Coisa meio acalorada, ele é meu amigo'

Candidato petista ao Palácio do Planalto tentou minimizar as declarações do pedetista. 'Não vou ficar comentando isso até porque eu tenho uma amizade com o Cid, ele fez elogios à minha pessoa'

Daniel Weterman , O Estado de S.Paulo

16 de outubro de 2018 | 11h38

O candidato do PT à Presidência nas eleições 2018, Fernando Haddad, classificou como uma "coisa meio acalorada" as críticas feitas ao partido pelo senador eleito do Ceará Cid Gomes (PDT) . "Uma coisa meio acalorada, não vou ficar comentando isso até porque eu tenho uma amizade com o Cid, ele fez elogios à minha pessoa", disse Haddad a jornalistas na manhã desta terça-feira, 16. Em uma discussão na notie de segunda-feira, 15, Cid Gomes disse que o PT perderá eleição se não fizer mea culpa e chamou a militância petista de 'babaca' 

O petista declarou que preferia ver o lado "positivo" das declarações do pedetista e que a amizade entre os dois continuaria a mesma. Haddad disputa o segundo turno da eleição presidencial com o candidato Jair Bolsonaro, do PSL. Levantamento feito por Ibope/Estado/TV Globo divulgado pouco antes do discurso de Cid Gomes aponta que Bolsonaro lidera a pesquisa com 59% dos votos válidos, contra 41% de Haddad.

Cid Gomes se envolveu em uma discussão com apoiadores do PT durante ato a favor do candidato da sigla à Presidência, Fernando Haddad, na noite de segunda-feira, em Fortaleza. Em vídeo que circula nas redes sociais, Cid faz elogios a Haddad, mas cobra que o PT faça um mea culpa para conquistar o apoio do eleitorado.

"Tem de pedir desculpas, tem de ter humildade, e reconhecer que fizeram muita besteira", disse o senador eleito, sendo interrompido por pessoas da plateia. "É sim, é? Pois tu vai perder a eleição. Não admitir um mea culpa, não admitir os erros que cometeu, isso é para perder a eleição e é bem feito. É bem feito perder a eleição", afirmou durante o ato.

Mercado

Haddad disse ainda nesta terça-feira, 16, que o mercado financeiro está do lado de seu adversário porque este está olhando apenas o curto prazo e o programa de privatizações. "Eles querem comprar as estatais a preço de banana", disse o ex-prefeito de São Paulo, em entrevista ao programa Pânico, da rádio Jovem Pan. Haddad acrescentou que muitos também aderem ao adversário não por sua causa, mas por conta de seu conselheiro econômico, Paulo Guedes. "O problema é que o Guedes pode ser demitido no dia 03 de janeiro", lembrou.

No programa, o petista ainda se defendeu das acusações de "oportunismo" pelo fato de sua comunicação ter trocado as cores da campanha para verde-amarelo, no lugar do tradicional vermelho. "Se pegarem todas as vezes que fomos para o segundo turno, nós mudamos a bandeira e sempre fomos questionados por isso. Podem procurar", disse. "Nós fazemos isso porque segundo turno não é mais o projeto de um partido, tem que anunciar ampliação, foi tudo o que fiz nos últimos dez dias".

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