EFE/Fernando Bizerra Jr.
EFE/Fernando Bizerra Jr.

Haddad comemora alta em pesquisa, mas líderes petistas defendem cautela

Candidato do PT à Presidência faz evento de campanha na Zona Leste de São Paulo, tradicional reduto do partido

Ricardo Galhardo Daniel Wetermann, O Estado de S.Paulo

19 de setembro de 2018 | 13h08

O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, comemorou o resultado da pesquisa IBOPE / Estadão divulgada na terça-feira. Com 19% das intenções de voto, o petista declarou que a pesquisa o  “praticamente o coloca" no segundo turno.

O otimismo de Haddad é visto com cautela dentro do PT. Após a divulgação da pesquisa, o PT fez uma reunião ampliada da coordenação da campanha presidencial onde o resultado foi comemorado, mas lideranças como o ex-ministro Gilberto de Carvalho defenderam prudência e "pé no chão".

Haddad, hoje, foi na mesma linha. "Não temos que ficar olhando só pesquisa porque às vezes está bom, às vezes estás ruim. É trabalhar", disse o candidato que agradeceu a apoiadores que o acompanharam em ato na Zona Leste de São Paulo o crescimento de 11 pontos percentuais no Ibope.

"Graças a vocês, à militância, nós praticamente atingimos o patamar de ir para o segundo turno", disse Haddad, em ato de rua no bairro de São Mateus, Zona Leste da capital.

Na terça-feira, a coordenação da campanha também decidiu intensificar as agendas de rua até o dia 7 de outubro para reforçar a transferência de votos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado na Lava Jato, para Haddad.

O candidato pediu que a militância petista evite hostilidades e agressões na campanha. "Não precisamos ofender ninguém porque o Brasil já está cansado de ofensa. São três anos de xingação para lá e para cá", afirmou.

O ato em São Mateus, antigo reduto petista que em 2016 teve mais votos para João Doria (PSDB) na eleição para prefeito teve como objetivo retomar o eleitorado do chamado cinturão vermelho da grande São Paulo.

Em seu discurso Haddad, criticado por dar mais atenção aos bairros centrais do que à preriferia em sua gestão na Prefeitura, tentou reforçar as marcas do partido na região. "O povo da Zona Leste sabe que quem trouze desenvolvimento social foram os governos do PT", disse ele.  O ex-prefeito citou programas da ex-prefeitas Marta Suplicy (MDB) como os CEUs e o Bilhete Único.  "São marcas da nossa gestão na periferia", afirmou o candidato.

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