Haddad cobra punição de mensalões dos petistas, dos tucanos e do DEM

Candidato do PTafirma que gostaria que análise do mensalão no STF já tivesse sido concluída para País 'virar a página'

BRUNO LUPION, O Estado de S.Paulo

23 de agosto de 2012 | 03h02

Perguntado sobre o julgamento no Supremo Tribunal Federal, o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, defendeu ontem "punição exemplar" para os acusados nos escândalos dos mensalões federal, mineiro e do DEM. Durante entrevista à rádio CBN, Haddad adotou discurso de punição a todos os administradores públicos flagrados em malfeitos para que a política seja "depurada".

O petista afirmou que é a primeira vez que o STF julga um "desmando" da classe política no País, em uma demonstração de que as instituições brasileiras estariam funcionando. Ele disse ainda que gostaria que o julgamento no Supremo já tivesse sido concluído "para o Brasil poder virar a página, atribuir a responsabilidade para quem tem e seguir seu caminho".

"Quero que a Justiça se faça para todos os partidos políticos, para todos os envolvidos (...) para permitir que o jovem que quer servir ao seu País não se sinta intimidado por escândalos", disse.

Ao mesmo tempo, Haddad disse que considera "equivocado" que o chamado mensalão mineiro - suposto esquema de desvio de recursos públicos durante a campanha à reeleição do então governador de Minas Eduardo Azeredo (PSDB), em 1998 - não tenha sido julgado ainda. A ação penal contra Azeredo, atualmente deputado federal, e o senador Clésio Andrade (PMDB), tramita no STF. A parte desmembrada com os outros está em fase de instrução de julgamento na Justiça mineira.

O candidato do PT afirmou que espera também que o chamado mensalão do DEM, que derrubou o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda em 2010, seja julgado. "Ninguém vai esquecer a cena do governador embolsando dinheiro vivo na frente da câmera."

Para ele, a punição dos culpados é fundamental para que a política "volte a ser uma atividade nobre", desde que todos os acusados tenham direito à ampla defesa.

Haddad também fez severas críticas ao financiamento privado das campanhas e se disse favorável ao modelo de financiamento público e exclusivo das candidaturas. "Esse sistema precisa ser reavaliado", disse.

Representação. Advogados da campanha petista entraram com pedido de direito de resposta contra o PSTU, alegando que as inserções do partido sugerem que Haddad seria corrupto. No programa, o PSTU vincula o nome de Haddad ao deputado federal Paulo Maluf (PP) e ao mensalão e diz todos estariam envolvidos com a corrupção.

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