Haddad chama deputados para elaborar plano

Ex-tesoureiro de Lula, Filippi pediu para assumir outra área metropolitana e arrecadação pode ficar a cargo de Newton Lima

FERNANDO GALLO, O Estado de S.Paulo

02 de março de 2012 | 03h08

O pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, trabalha para ter como coordenador de seu programa de governo o deputado José de Filippi Jr. (PT), que havia sido sugerido como tesoureiro da campanha. Filippi pediu ao ex-ministro que o liberasse da coordenação das finanças. O mais cotado para o posto é o também deputado Newton Lima (PT).

"São sugestões, mas não estão processadas. É algo que apenas se cogita", afirma Haddad. Ele diz ter procurado Lima a fim de que ele coordene a parte de ciência e tecnologia do programa. Segundo um interlocutor, o ex-ministro não conseguiu contato com Lima, que está na Espanha.

O deputado se encaixa no perfil que Haddad busca: um ex-prefeito com experiência no trato com finanças e que o partido considere de "extrema confiança", que deve centralizar todo o processo e ter de dois a quatro operadores que auxiliarão na arrecadação de fundos. Lima foi prefeito de São Carlos entre 2001 e 2008.

Menos cotados, mas também na lista de possíveis coordenadores de finanças, estão o deputado Ricardo Berzoini, o prefeito de Osasco, Emídio de Souza, e o tesoureiro do PT nacional, João Vaccari Neto. O escolhido dividirá a responsabilidade da parte financeira com o tesoureiro do PT municipal, vereador Alfredinho.

Desistência. Petistas próximos a Haddad afirmam que Filippi, sugerido ao ex-ministro como tesoureiro pelo ex-presidente Lula, disse a Haddad que não queria ser taxado como homem forte das finanças do partido. O deputado foi o coordenador financeiro das últimas duas campanhas petistas à Presidência: a de Lula em 2006 e a de Dilma em 2010.

Na conversa com o ex-ministro, Filippi se disse à disposição para cuidar da área metropolitana no programa de governo.

Petistas reforçam a versão apresentada a Haddad, mas apontam outras razões para a recusa. Uns veem em Filippi ambições ministeriais, que o impediriam de assumir uma tarefa que lhe exigisse muito na campanha. Outros apontam a necessidade de se engajar em Diadema, para ajudar na campanha à reeleição de Mário Reali (PT).

Em 2010, Filippi chegou a ter a candidatura impugnada pela Procuradoria Eleitoral de São Paulo, mas o Superior Tribunal de Justiça autorizou sua entrada na eleição por avaliar que a improbidade administrativa pela qual fora condenado em órgão colegiado era culposa (não intencional), e não dolosa.

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