Haddad acusa candidato tucano de 'terrorismo' eleitoral

Candidato do PT à Prefeitura de São Paulo responde às críticas do adversário sobre rumores de que acabaria com parcerias na área da saúde

Bruno Lupion, de O Estado de S.Paulo

24 de outubro de 2012 | 03h04

Em ato com lideranças da saúde realizado na noite dessa terça-feira, 23, o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, defendeu que os custos do serviço prestado pelas organizações sociais (OS) e pelas unidades de saúde geridas diretamente pelo poder público sejam comparados a fim de que se saiba qual sistema seria mais vantajoso à população.

O petista aproveitou o evento, organizado em uma universidade particular no centro, para responder às críticas do tucano José Serra, que escolheu a política de Haddad para as OS como alvo na última semana de eleições.

A um auditório lotado de médicos, funcionários e gestores públicos da área da saúde, Haddad afirmou que o tucano está fazendo "terrorismo" e "boataria" ao dizer que ele pretende acabar com as OS. "Estamos pedindo o cumprimento de um acórdão do Tribunal de Contas de Município mandando ter mais fiscalização e transparência na gestão. Isso é estapafúrdio?", questionou.

A preocupação da campanha petista com a exploração do tema chegou aos vereadores petistas críticos ao modelo das OS, como Juliana Cardoso e Carlos Neder, que também foi coordenador do plano de governo petista na área de saúde. Procurados pela reportagem, ambos preferiam silenciar a respeito.

Posteriormente, Juliana reconheceu que o PT "tem divergência internas" sobre as OS, mas afirmou que agora não é o momento de discuti-las. "Agora é o momento de união, num segundo momento discutiremos."

Em seu discurso, Haddad disse que, se eleito, vai comparar os dois modelos de gestão - pública e privada, por meio das OS. "Não vamos temer esse debate", disse. Segundo ele, o orçamento da secretaria municipal da Saúde quadruplicou ao longo das gestões de Serra e Gilberto Kassab (PSD), sem que isso tivesse resultado em melhoria do atendimento. Em 2011, a Prefeitura destinou R$ 1,2 bilhão às OS.

Para reforçar o coro anti-Serra, o PT levou um ônibus e duas Kombis lotadas com moradores do Jardim Helena, bairro da zona leste que ficou dois meses alagado no verão de 2010. / COLABOROU ADRIANA CARRANCA

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