'Há fortes indícios de mensalão no Rio', diz Chico Alencar

Candidato do PSOL à Prefeitura diz que instituições publicas cariocas foram capturadas pelo crime

Redação,

28 de agosto de 2008 | 11h57

O candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro, Chico Alencar (PSOL), afirmou durante a sabatina do Grupo Estado nesta quinta-feira, 28, que há uma captura das instituições públicas pela criminalidade e fortíssimos indícios de mensalão na Assembléia Legislativa e na Câmara Municipal do Rio. O candidato citou a suposta presença de lobistas das empresas de ônibus no Parlamento. "Não tem uma empresa desse setor que tenha participado de uma licitação", disse. Segundo Alencar, essa captura ocorre "com a conivência, para não dizer parceria, de grupos políticos fortes".  O vídeo do debate pode ser visto  na TV Estadão (clique aqui).   Veja também: Especial: Perfil de Chico Alencar  Para Chico Alencar, PSOL errou ao aceitar doação da Gerdau Chico Alencar defende projeto contra 'fichas-sujas' em eleições Se eleito, Chico Alencar fará auditoria nos gastos da Cidade da Música As regras para as eleições municipais  Tire suas dúvidas sobre as eleições de outubro   Crítico do prefeito Cesar Maia (DEM), Alencar disse não ter conhecimento de que o prefeito é contrário à política de segurança estadual. "Maia é ciclotímico", afirmou. Ele aproveitou para alfinetar também o candidato a prefeito do PMDB, Eduardo Paes. De acordo com Alencar, Cesar Maia acusa Eduardo Paes de ter estimulado milícias, o que Paes negou veementemente quando participou da sabatina do Estadão. "Eles se merecem", disse Alencar referindo-se a Maia e Paes.   Alencar criticou ainda a política de segurança do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB). "Vamos questionar a política do confronto, do atira primeiro e depois pergunta", disse. Para ele, deve haver ação social para prevenir a violência. "Estamos enxugando gelo enquanto não houver ação social", disse.   O candidato do PSOL lembrou, sem citar nomes, as prisões do deputado estadual Natalino Guimarães, "expulso do DEM na undécima hora", do ex-deputado estadual pelo PMDB e ex-chefe da Polícia Civil Álvaro Lins (PMDB) e do vereador Jerônimo Guimarães (PMDB), conhecido como Jerominho e irmão de Natalino. Ele afirmou que há cerca de mil candidatos a vereador no município e "talvez 20% disso tenha espírito público contra a criminalização da política", afirmou.     De acordo com Alencar, a segurança pública não pode ser considerada uma questão de policias. "A segurança deve ser tratada com políticas públicas integradas". Citou que, se eleito, irá requerer um assento no gabinete integrado de segurança pública para discutir com as autoridades federais o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronaci). Além disso, afirmou que irá dialogar com as autoridades estaduais para que seja revista a intervenção policial, classificada por ele como "truculenta".   "Somos a polícia que mais mata. Um jovem carioca pobre tem sete vezes mais chance de morrer que outros jovens brasileiros", afirmou. Segundo ele, a prefeitura deve ser um braço social e não policial.   Alencar falou de suas prioridades na Prefeitura, caso seja eleito, destacando as áreas da saúde, educação e transparência na gestão dos recursos públicos. O deputado, que não aparece entre os três primeiros colocados nas pesquisas eleitorais, fez questão de declarar: "não sou candidato a secretário de saúde ou de educação".   O candidato pretende auditar a dívida pública municipal, se eleito, e ameaça não pagá-la. "O não pagamento vai depender da situação", disse na sexta das Sabatinas do Grupo Estado com os candidatos a prefeito do Rio. Ele registrou que o município não está em situação de insolvência financeira. De acordo com Alencar, não se pode "alimentar a ciranda financeira".   Ele criticou a "arrogância e prepotência" da candidata do PCdoB ao cargo, Jandira Feghali, por ela ter dito que representa o pólo de unificação da esquerda na cidade, defendendo o voto útil nela própria. Segundo Alencar, a campanha no Rio ainda está indefinida. Outras sabatinas   O evento faz parte da série promovida pelo Grupo Estado com candidatos a prefeito no Rio e em São Paulo, com transmissão ao vivo pela TV Estadão. Marcelo Crivella (PRB), Alessandro Molon (PT), Solange Amaral (DEM) e Eduardo Paes (PMDB) já participaram da sabatina. Na sexta-feira, será a vez de Jandira Feghali (PC do B).   Em São Paulo, de 1º a 5 de setembro, serão sabatinados, no auditório do Grupo Estado, Marta Suplicy (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Gilberto Kassab (DEM), Paulo Maluf (PP) e Soninha Francine (PPS). O evento acaba dia 8, com Ivan Valente (PSOL). O horário é o mesmo do Rio, das 11 às 13 horas. Informações e inscrições no http://www.estadao.com.br/sabatinas/home.htm   (com Adriana Chiarini, de O Estado de Paulo)   Texto atualizado ás 16h30

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