Gurgel destaca 'relevância' de recomendação

Procurador-geral elogia Comissão de Ética e diz que vai apurar se Carlos Lupi acumulou cargos

MARIÂNGELA GALLUCCI / BRASÍLIA , O Estado de S.Paulo

02 de dezembro de 2011 | 03h05

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, classificou ontem como "extremamente relevante" a recomendação da Comissão de Ética Pública da Presidência da República para que a presidente Dilma Rousseff demita o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Horas antes, a presidente tinha pedido explicações à comissão sobre os motivos que a levaram a sugerir a exoneração do ministro.

"A manifestação da Comissão de Ética é uma manifestação extremamente relevante, seja pela qualidade dos seus componentes, (seja) pela isenção e pela prudência com que ela sempre tenha atuado. É uma decisão sem dúvida alguma de grande relevância e que caberá à presidente da República examinar", afirmou o procurador-geral. "Eu tomo na mais alta conta essa deliberação", disse Gurgel. "No plano ético, o que mais se afirmou é a inconveniência da permanência dele."

Peculato. Roberto Gurgel disse ainda que vai analisar se há indícios de que Lupi teria cometido crime ao supostamente acumular cargos públicos na Câmara dos Deputados e na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, como publicou o jornal Folha de S.Paulo. "Em tese, bastaria o fato de perceber a remuneração do cargo sem prestar o serviço. Essa é uma das formas de peculato", disse o procurador-geral.

Gurgel também informou que vai encaminhar a integrantes do Ministério Público Federal que atuam no Distrito Federal cópias de representações propostas contra Lupi para que eles avaliem se ocorreram atos de improbidade administrativa.

Ao contrário do que ocorre nas investigações penais contra autoridades, as ações de improbidade tramitam na Justiça de primeira instância.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.