Gurgel defende perda imediata de mandatos

Chefe do MPF vai pedir também a execução das condenações e prisão dos réus punidos logo após a conclusão do processo

MARIÂNGELA GALLUCCI / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

04 de dezembro de 2012 | 02h05

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou ontem que vai pedir ao Supremo Tribunal Federal que decrete a imediata perda dos mandatos dos políticos condenados no processo do mensalão.

Se a Corte optar por esperar o julgamento de eventuais recursos para somente depois tomar as medidas restritivas, Gurgel acredita que os condenados somente serão de fato punidos em 2014 ou até depois disso.

"Se não tiver prisão imediata como requerida pelo Ministério Público, o meu horizonte para cumprimento dessa decisão é bem mais longo, talvez 2014, ou bem depois, porque o nosso sistema processual prevê esses recursos e temos um grande numero de réus que poderão interpor recursos ao longo de muito tempo", afirmou.

Para Gurgel, quando a decisão for executada, será um marco na história da Justiça brasileira. "Pela primeira vez de uma forma tão ampla se estabelece que ninguém neste País está a salvo da ação das instituições que compõem a Justiça e que, quando desvios acontecem, crimes são cometidos, as pessoas são responsabilizadas inclusive penalmente e devem sofrer, como qualquer criminoso, as consequências dessa decisão condenatória com o cumprimento inclusive da pena de prisão."

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