Wiltom Júnior | Estadão
Wiltom Júnior | Estadão

Guerra virtual contamina campanha no Rio

Candidatos criam plataforma para desmentir boatos nas redes sociais

Constança Rezende, Ricardo Miorelli e Sarah Teófilo, O Estado de S.Paulo

07 de outubro de 2016 | 22h07

A guerra virtual que tomou conta da campanha no Rio de Janeiro no segundo turno chegou ontem à Justiça comum. O candidato do PSOL, Marcelo Freixo, entrou com processo contra o pastor Silas Malafaia, que o acusou de defender o incesto, a pedofilia e o sexo com animais em vídeos postados na internet.

O parlamentar acusa o religioso, que é aliado de Marcelo Crivella (PRB), por injúria, calúnia e difamação no Tribunal de Justiça do Rio. No âmbito eleitoral, o socialista ingressou com notícia crime por injúria e propaganda eleitoral irregular. “As calúnias e difamações que estão sendo feitas pelo outro lado não condizem com o debate democrático”, disse Freixo. 

Para Malafaia, o candidato quer criar uma “cortina de fumaça” com as ações. 

Boatos. Desde o fim do primeiro turno, os candidatos Freixo e Crivella dobraram os esforços para desconstruir informações sobre eles que circulam nas redes sociais. Ambos criaram plataformas virtuais com esse propósito. Ao total, eles desmentem 27 informações que classificam como boatos, sendo 18 sobre Freixo e 9 sobre Crivella. 

Dentre as referências a Freixo está a que ele pretende legalizar o aborto e o uso de maconha caso seja eleito, ou que quer acabar com a Polícia Militar. O candidato do PSOL teve ainda um perfil falso no Twitter (@MarceloFrexo, sem i) com postagens replicadas como se fossem dele. 

Crivella vive situação parecida com um vídeo em que diz que “os negros gostam de cachaça, prostituição e macumba”. Em seu site e no Facebook, o candidato postou o vídeo na íntegra, mostrando que a frase havia saído do contexto. “É uma vergonha que usem de forma desonesta uma declaração minha”, escreveu./

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